Um colaborador para o Serviço da Igreja

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Crato, Ceará. O clero da Diocese de Crato ganhou um novo integrante e a Paróquia Nossa Senhora Aparecida um novo colaborador para o serviço da caridade aos pobres, da Palavra de Deus, da missão e do altar: Antonio Dias de Menezes, conhecido como “Mazinho”, ordenado diácono permanente na noite deste sábado, dia 26 de dezembro, pelo bispo Dom Gilberto Pastana. A escolha da data foi simbólica: memória do martírio de Santo Estêvão, primeiro diácono da história da Igreja.

Natural de Santana do Cariri, o neo-diácono tem 58 anos e é o primeiro dos quatro filhos do casal Otoniel e Antonia Menezes. Formado em Filosofia e Teologia pelo Instituto Teológico Pastoral do Ceará (ITEP), foi professor, auxiliar de secretaria e, nos últimos anos, trabalhou no Colégio Pequeno Príncipe, em Crato, fundado e dirigido pela saudosa Madre Feitosa.

Diante do bispo, prometeu fidelidade, obediência e disposição para o serviço, e disse que o fará tal como São José, no silêncio e na humildade. “Quero estar próximo das pessoas, participando das atividades pastorais, sociais e comunitárias da Igreja, sendo presença no meio das famílias e das comunidades, para orientar, aconselhar, partilhar o Evangelho, animar”, afirmou.

A comunidade, mesmo em número reduzido para evitar aglomerações e o contágio da Covid-19, louvou e agradeceu a Deus envolta ao clima sereno, característico do Natal. “A nossa paróquia se alegra e se engrandece com tamanha ação de graças. O diácono é aquele que serve, que está para animar, pregar a Palavra, testemunhar o amor de Deus e cuidar dos pobres”, considerou o pároco, Padre Joaquim Ivo Alves.

A missa com o rito de ordenação aconteceu na Igreja Matriz. Além do pároco, Padre Ivo, concelebraram o bispo de Tianguá, Dom Edimilson Neves; o chanceler da Diocese de Crato, Padre Rocildo Alves; o representante do Clero, Padre Vaudênio Nergino; o vigário forâneo da Forania I, da qual a Paróquia de Aparecida faz parte, Padre José Ricardo Barros; e o pároco da área pastoral Imaculada Conceição, no distrito de Santa Fé, Padre Eliomar Tavares, assistidos pelos diáconos Vinícius Melo Sousa e Francisco Martins.

Há muitas simbologias numa ordenação diaconal, a começar pelo chamado que deve ser livre e espontâneo. O ponto alto está na imposição das mãos e na oração realizada pelo bispo, durante a qual ele pede ao Espírito Santo que consagre o “eleito” como diácono.

Conferido no ministério, Mazinho poderá a assistir aos bispos e aos padres nas celebrações, proclamar o Evangelho, assistir matrimônios, administrar batizados, conservar e distribuir a Eucaristia e conceder bênçãos, como a do Santíssimo Sacramento. Este ministério também é conferido a homens casados, a partir do consentimento da esposa. No caso de Mazinho, mesmo solteiro, não pode se casar, mas é igualmente convidado a exercer a vocação no seio familiar, profissional e eclesial. Com o ingresso dele ao clero, a Diocese passa a contar com 40 diáconos permanentes e três estagiários que se preparam para o diaconato transitório (rumo ao sacerdócio).

<< A “prostração” simboliza a entrega total a Deus. Todos, em silêncio, acompanham esse momento entoando a Ladainha e invocando a proteção dos santos e santas do Céu.>>

No meio de vós como aquele que serve (Lucas, 22, 27b)

Na homilia, Dom Gilberto ressaltou que a vocação “nasce na igreja doméstica”, isto é, no seio da família, ou na comunidade eclesial, a igreja. Lembrou da ocasião em que esteve na paróquia, no último dia 12 de outubro, para celebrar a solenidade da padreira, e recebeu a carta de intenção escrita por Mazinho na qual ele manifestava a sua disposição para ser ordenado diácono. O bispo chegou a consultar à assembleia de fiéis presentes à missa que, numa só voz, concordou com o pedido. “Àquele dia, eu cheguei a confidenciar a uma pessoa: olha, nós poderíamos ordenar hoje mesmo. Quando a Igreja e o povo de Deus se manifestam com a vocação daquele que cuidará do pastoreio da comunidade, na função específica do diácono, todos nos alegramos e, juntos, assumimos a grande missão de evangelizar, que exige fidelidade a Jesus e ao seu Projeto”, exortou o pastor diocesano.

O diácono exerce o ministério nos pilares da Palavra, da Caridade e da Liturgia.

O representante do Clero, Padre Vaudênio Nergino, deu boas-vinda ao neo-diácono, de quem foi colega de turma na dimensão acadêmica de Filosofia e Teologia, junto a Dom Edimilson. “Tem mais ou menos uns dois anos, ele [Mazinho] esteve em minha casa com outro colega de turma nosso, de Fortaleza, fazendo uma visita. Na época, nós questionamos por que ele não se decidia, digamos, fazer parte da Igreja pelo ministério ordenado, como padre. Mas, ele disse que a idade já não permitia e manifestou o desejo de ser diácono. E, graças a Deus, ele foi chamado, foi aceito e é uma alegria tê-lo, agora, presente em nosso Clero”.

Amiga do recém-ordenado, Neide de Oliveira Soares acompanhou a cerimônia segurando as vestes diaconais. Para ela, não é possível desejar outra coisa nesse momento senão graças e bênçãos do Céu. “Eu estava ali representando a mãe dele. Rezei muito, me emocionei. Só temos de agradecer. Desejo que o Espírito Santo o ilumine e o ajude a fazer um bom trabalho. Ele é caridoso, humilde. E a humildade é a virtude mais bonita que ele tem”.

<< Dentre as muitas funções do diácono, está a assistência ao bispo e aos padres, nas missas, e a distribuição da comunhão eucarística >>

Para saber mais

O diácono pode ser transitório ou permanente. O transitório permanece por um período específico até completar sua formação e ser ordenado sacerdote. O permanente é a expressão do ministério ordenado colocado o mais próximo possível da realidade laical e do protagonismo dos leigos.

Por: Patrícia Mirelly/Assessoria de Comunicação

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