“Toda vida nos toca”: badalar dos sinos recordará vítimas da Covid-19 neste Domingo da Misericórdia

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O domingo seguinte à celebração da Páscoa é dedicado à Divina Misericórdia, conforme pedido de Cristo a Santa Faustina Kowalska, em 1931, e instituído oficialmente na Igreja por São João Paulo II quando da canonização da religiosa polonesa, nos anos 2000.

No Brasil, o “Domingo da Divina Misericórdia” será marcado pelo badalar dos sinos em todas as comunidades e paróquias, como sinal de esperança, de fé e de solidariedade diante das mortes provocadas pela covid-19. O pedido é da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Este sinal também marcará o início da segunda fase da Ação Solidária Emergencial “É Tempo de Cuidar”, que se torna mais evidente frente ao cenário pandêmico que se agravou, de acordo com o secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista. Em reunião marcada para o próximo dia 19 de abril com os parceiros (Cáritas Brasileira e Conferência dos Religiosos do Brasil) e todos os organismos vinculados à CNBB, serão traçadas as estratégias de mobilização e posteriormente apresentadas em forma de carta.

A pandemia deixou 19 milhões com fome em 2020, atingindo 9% da população brasileira, a maior taxa desde 2004, há 17 anos, quando essa parcela tinha alcançado 9,5%. É quase o dobro do que havia em 2018, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou 10,3 milhões de brasileiros nessa situação. O Brasil havia deixado o Mapa da Fome em 2014, mas com o agravamento da pandemia voltou a figurar na geopolítica da miséria. Além disso, há o impacto com as quase 4 mil mortes diárias pela Covid-19, que coloca em risco a segurança alimentar manifestada na inflação alta, no desemprego e na ausência do auxílio emergencial – ao menos num nível que permita a compra de uma cesta básica.

Diante desses números alarmantes, padre Patriky Samuel Batista acrescenta que o repicar dos sinos vai reforçar a mensagem de que “Toda vida nos toca”.

Em carta convite direcionada a todos os bispos do Brasil, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, pediu que esta ação se caracterize como “um ato de comunhão com todas as famílias impedidas de vivenciar o luto, do esforço dispendido pelos profissionais da saúde e do desejo dos brasileiros quanto à superação da pandemia”.

Balanço da primeira fase

Durante a programação da 58ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (AG CNBB), na celebração de abertura, dia 12 de abril, será lançada esta segunda fase. Na apresentação do relatório do presidente, a ser apresentado aos bispos no primeiro dia da Assembleia, será feito um balanço com os resultados da primeira fase.

A Cáritas Brasileira, organização que sistematiza e monitora os dados da campanha, no último balanço de 23 de março,  aponta 823 ações registradas em 140 arquidioceses e dioceses brasileiras, com a marca de 5,868.961 mil kilos de alimentos. Em recursos financeiros, a campanha atingiu R$ 4,523.832,00.

Em sua primeira fase, a campanha produziu e distribuiu para as populações mais vulneráveis cerca de 717 mil alimentos (quentinhas), arrecadou e distribuiu 727.832 mil unidades de roupas e calçados, 411.580 mil kits de higiene e 414.114 mil equipamentos de proteção individual. Mais de 1,1 milhão de pessoas foram beneficiadas. O mapa com os dados pode ser acessado aqui.

Postado por Assessoria de Comunicação, com informações do site oficial da CNBB: https://www.cnbb.org.br/segunda-fase-da-acao-solidaria-emergencial-e-tempo-de-cuidar-sera-lancada-no-domingo-da-misericordia-11-4-as-15h-com-o-badalar-dos-sinos-no-brasil/

 

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