Tempo de conversão: fiéis contam como vivem o período da Quaresma

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O tempo litúrgico da Quaresma foi iniciado na última quarta-feira, com a bênção e a imposição das cinzas. Durante os quarenta dias que antecedem a Páscoa do Senhor, a Igreja pede aos fiéis para darem maior atenção à oração e à solidariedade. Nesta primeira semana, convidamos algumas pessoas para partilhar suas práticas penitenciais. Vamos nos inspirar e firmar um propósito também?

Maria Martins Pereira, Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Crato: São dias em que me volto mais para a pessoa de Jesus, pois é uma preparação para a Semana Santa, em especial a Sexta-feira Santa. Faço jejum, procuro rezar e participar mais das Missas.

Lais Oliveira, Santuário Eucarístico Diocesano, Crato: Como eu venho de uma família bem católica, eu pratico esse costume de não comer carne, vivendo esse período em oração, procurando fazer penitência de algo que eu goste, reduzo ou paro de comer, por exemplo, e também costumo ir mais às Missas…

Francisca dos Santos Figueiredo, Paróquia São Francisco, Crato: Procuro viver a Quaresma focando em minhas necessidades espirituais para entender o outro como irmão. Este ano vou entrar nessa de jejum da língua. Isso é uma penitência, sim, mas me faz ver como Cristo vê: ouvir e não julgar, procurando entender sempre o porquê das atitudes do outro. Estamos começando o tempo quaresmal, espero que haja tempo pra parar no tempo e refletir que este é o tempo de Deus.

Maria Eliene Fugencio Lima, Paróquia São Miguel, Crato: Cada um vive de uma forma muito particular. No nosso caso, eu e meu esposo, é a abstenção, o compromisso de chegar àquelas pessoas mais necessitadas, porque essas pessoas já são negadas de tantas necessidades no dia a dia, que a gente procura fazer isso. Também a abstenção da carne, a partir da Quarta-feira de Cinzas. Outra coisa: quando fazemos a nossa feira, sempre acrescentamos itens do trivial, deixando à parte para aqueles que nos pedem.

Miralva Nunes Cavalcante, Paróquia Nossa Senhora da Penha – Sé Catedral, Crato: Nasci numa família cristã. Desde pequena, seguia as orientações de meus pais. Depois, quando tomei sentido da vida, antes mesmo da Quarta-feira de Cinzas, eu já vou colocando o pé no freio, reforçando, além da oração, os sacrifícios, principalmente a língua. Controlá-la é importante. Através dela, vai longe o pecado. Também costumo rezar a Via-Sacra, refletindo tudo que Jesus viveu. Não é difícil, nada é difícil quando a gente quer. Não é virar santa, é fazer o que Deus mandou. E Nossa Senhora nos ajuda a fazer este caminho da Quaresma.

Isabelle Arrais, Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Crato: O tempo da Quaresma, para mim, significa uma preparação. Um tempo para avaliarmos nossa vida e nossa forma de conviver melhor com os outros. Tempo de doação e fraternidade. Além de um tempo de avaliação pessoal e espiritual, eu procuro buscar constantemente, não apenas nesses quarenta dias, uma vida baseada na fé e no amor a Cristo e aos irmãos. Jejum, caridade, confissão, oração, são algumas das práticas que costumo realizar.

Francisco da Paz, seminarista: Desde criança, as práticas piedosas na Quaresma já eram exigidas, como a abstinência da carne, o jejum e a participação nas celebrações da nossa fé. Crescendo, as práticas vêm se tornando mais existenciais, preparar além do corpo, a alma para bem viver a Páscoa. Viver essa passagem é despojar-se, por a atenção e a comunhão em – e com – Cristo, bem mais que no tempo litúrgico, mas entender que é o itinerário a ser seguido, levando ao essencial.

Mateus Alves, Comunidade Católica Shalom: É um tempo forte de penitência, oração e jejum, momento em que revivemos – e rememoramos – a Paixão e Morte de Jesus. Sabemos que temos a cruz, mas também a ressurreição. É tempo, também, de pensar a minha vida com Deus, com o outro, com a comunidade. Eu busco, então, viver sem carne, depois sem refrigerante. Todo ano eu tenho um propósito diferente. Este ano, eu comecei a fazer o propósito de me recolher, ficar em silêncio, para ouvir mais a voz de Deus.

Solange Salviano, Paróquia São Francisco, Brejo Santo: Para mim é um tempo forte, uma oportunidade de ter um encontro com o Cristo. Penso sempre assim: será que vou ter o amanhã? Por isso, inicio fazendo uma feliz confissão, como se fosse a última. Quanto à penitência, procuro retirar um alimento ou uma bebida. Isso, para mim, é fácil. Sendo assim, eu vou buscar algo que seja mais difícil, como, por exemplo, o jejum da língua, não criticando, jugando ou condenando; não me reclamar das coisas, fazer silêncio, mesmo quando sinto vontade de explodir; sorrir, mesmo quando sinto vontade de brigar. Tudo isso não é viver a falsidade, é ter domínio sobre você mesmo. Há muitos anos, fiz um propósito: não ver novelas. Com a graça de Deus – e minha decisão – a última novela que vimos aqui em casa foi em 1985. A Quaresma também me faz lembrar dos que estão sofrendo, muitos sem a luz da fé, sem saber que existe um Deus todo poderoso que cuida de nós. Esse também é dever nosso, de anunciar o Evangelho a todos. Uso muito a internet para este fim, tenho contato com muitos filhos de Deus, às vezes com uma tristeza na alma e falo do amor de Deus. Só saio quando sinto alegria neles. Quaresma é isto: quarenta dias para melhorarmos como filhas e filhos de Deus. Aqui, tudo é muito rápido. Temos que passar fazendo o bem.

Nedinha Leal, Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Porteiras: Para que eu possa viver bem a Quaresma, primeiro eu faço um exame de consciência e um planejamento. Vejo os pontos em que preciso melhorar: o primeiro ponto é a oração: procuro intensificar minhas orações, acrescentando a Via-Sacra nas quartas e sextas; o Terço da Misericórdia meditado, porque em outras épocas eu rezo sem ser meditado. Na parte da penitência, eu visto branco e também deixo de comer algo que gosto muito. Por exemplo, na hora do almoço, eu não tomo suco. Outra questão: a esmola. Não relacionada a dar dinheiro a pedinte, mas no meu relacionamento com o próximo: perdoar mais, aconselhar, ajudar, visitar… Tem também a questão da Leitura Orante. Sempre escolho um Livro da Bíblia. Este ano, eu escolhi o Livro de Êxodo e o Evangelho de São Marcos, intensificando a leitura, refletindo. Mais um ponto: combater os vícios: evitar falar mal, denegrir a imagem do próximo. Muitas vezes, alguém perto da gente fala de uma outra pessoa e a gente diz: “É mesmo, fulano é desse jeito…”, aí ajuda a denegrir a imagem. Isso é um vício que a gente precisa evitar. Então, são vários tópicos que eu anoto para não esquecer. É um planejamento mesmo, como qualquer outra coisa. Eu gosto de me organizar em tudo que vou fazer, me faz bem. No Domingo de Páscoa, consciência tranquila, missão cumprida.

Ionara Leite Tavares, Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Porteiras: Na realidade, eu apenas intensifico um pouco mais minha vida contemplativa. A cada dia, procuro atingir pequenos e constantes exercícios espirituais, com alegria, refletindo o Evangelho diário, participando dos momentos religiosos, como as Missas, a Via-Sacra, etc. Mas, acima de tudo, busco amar o próximo, pensando no sofrimento e humilhação que Jesus passou para remissão de nossos pecados, nossa salvação e vida eterna.

 

Reportagem: Patrícia Mirelly/Assessoria de Comunicação

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