“Tantas vidas não podem se perder”: Pastoral da Aids realiza vigília pelas vítimas de aíds

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A Pastoral da Aids da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove, neste fim de semana, 14 e 15 de maio, a 39ª Vigília pelos mortos de Aids. Neste ano de 2022, a vigília retoma a temática: ” Tantas vidas não podem se perder”, expressão que convida a se colocar em comunhão às pessoas que faleceram, alertando também ao cuidado à vida. Em Crato, a vigília acontecerá em diversas paróquias. No sábado, às 19h, a Paróquia São Francisco das Chagas, em Juazeiro do Norte, realiza este momento. No domingo, às celebrações se concentram a partir das 17h,  na Paróquia de Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora de Lourdes e Nossa Senhora Aparecida e São Cristóvão, todas  em Juazeiro do Norte. O momento também acontece em Lavras da Mangabeira, na Paróquia São Vicente Ferrer, tendo inicio às 19h.

De acordo com a equipe de pastoral, a proposta da vigília é “conclamar a todos a promover a vida através da corresponsabilidade humana para diminuir as fragilidades e vulnerabilidades, promovendo um espírito fraterno e solidário no cuidado com o próximo”.   Iniciado em Nova Iorque no ano de 1983, a Vigília é um movimento deu iniciou a partir de um grupo de mães parentes e amigos de pessoas que haviam morrido por causa do HIV. Assim surgiu a Primeira Vigília Pelos Mortos da Aids.   Chegando a sua 39ª edição, o movimento traz à lembrança daqueles que perderam a vida pelo vírus da AIDS, além de um momento celebrativo para sensibilizar as comunidades para a realidade desta doença – que ainda continua a provocar novas mortes.

“Neste dia queremos reforçar nosso chamado, enquanto Igreja em saída, que convida à oração e recordação dos que partiram, mas ao mesmo tempo promove uma ação coletiva da cultura do encontro com os mais fragilizados, sendo testemunhas proféticas, em vista de uma sociedade mais humana, fraterna e solidária. Lembramos, ao mesmo tempo, que a morte não é a última palavra sobre o humano. Cristo ressuscitou para que transformemos os sinais de morte em sinais de vida”, ressaltou um dos agentes da pastoral.

HIV/AIDS  

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que desde o início da epidemia, em 1980, até os dias atuais, mais de 38 milhões de pessoas morreram de AIDS em todo o mundo, dessas mais de 680 mil somente no ano de 2020. E continuam a morrer.  Uma análise do UNAIDS revelou que os lockdowns e outras restrições impostas pela Covid-19 interromperam os novos testes de HIV e, em muitos países, levaram a quedas acentuadas nos diagnósticos e encaminhamentos para o tratamento do HIV, dificultando o diagnóstico precoce e consequentemente início do tratamento.

Sem contar os impactos potenciais que a pandemia de Covid-19 poderá ter sobre o fornecimento de medicamentos antirretrovirais para tratar o HIV. Segundo o Boletim Epidemiológico (BRASIL, 2021), desde o início da epidemia de Aids no Brasil (1980) até 31 de dezembro de 2020, foram notificados 360.323 óbitos tendo o HIV/Aids como causa básica.

 

Por Assessoria de Comunicação 

 

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