Seminaristas do 2º e 3º de Teologia são instituídos nos ministérios de Leitor e Acólito

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Na última segunda-feira, dia 9 de setembro, dezesseis seminaristas da Diocese de Crato, que cursam Teologia em Quixadá, deram mais um passo rumo ao sacerdócio: seis, do 2º ano, foram instituídos no ministério do leitorado, enquanto dez, do 3º ano, no ministério do acolitato. O rito aconteceu dentro da Celebração Eucarística rezada na capela dos Apóstolos, no Seminário Maior  Diocesano Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão, sob a presidência do bispo de Crato, Dom Gilberto Pastana. Concelebraram o bispo de Quixadá, Dom Angelo Pignoli, e os padres formadores: Francisco Otaviano, Sérgio Tomaz e Acúrcio Barros. À assembleia estiveram leigos, membros de comunidades carismáticas e familiares dos seminaristas.

O ministério de Leitor (ou leitorado) permite a proclamação da Palavra de Deus (exceto o Evangelho, reservado ao sacerdote e ao diácono) na assembleia litúrgica, tanto na Missa como nos outros atos sagrados, tornando-se anunciador daquilo que assume e vivencia diariamente em sua vida.

Já o ministério de Acólito (ou acolitato) permite cuidar do altar e auxiliar o diácono e o sacerdote nas ações litúrgicas, sobretudo na Missa. O acólito também é ministro extraordinário da Comunhão, podendo distribuí-las aos fiéis e àqueles que se encontram impossibilitados. A depender da situação, pode também ser encarregado de expor e repor o Santíssimo Sacramento para adoração pública, mas não de dar a bênção.

Embora esses ministérios não possuam caráter sacramental, estão revestidos da tríplice configuração ao Cristo servo, obediente e humilde, segundo Dom Gilberto, durante a homilia.

Essas etapas são consideradas importantes na vida dos formandos, pela alegria de responderem ao chamado do Senhor e d’Ele receberem o sustento diário na caminhada, que se concretiza na mesa da Palavra e da Eucaristia.

Avançando para “águas mais profundas”, o seminarista Ricardo Pereira, representando os novos leitores, considerou se tratar de uma relação de mais intimidade com a palavra de Deus, algo que é essencialmente um serviço a Deus e ao povo.

“Não é um status, mas uma resposta concreta ao Senhor que nos chama. As palavras das orações ainda ecoam em nossos ouvidos, penetrando no mais intimo dos nossos corações: ‘Recebe o livro da Sagrada Escritura e anuncia fielmente a Palavra de Deus, para que ele seja cada vez mais viva no coração do homem.’ Estas palavras confirmam a voz que brada em nosso interior e nos diz: ‘Vem e Segue-me’. Em atenção a este chamado nós respondemos: ‘Ei-nos aqui, faça-se em nós segundo a tua palavra’”, disse.

O seminarista Dalisramon Cruz, representando os novos acólitos, partilhou da mesma alegria. Para ele, o acólito, acima de tudo, deve trazer para si aquelas mesmas atitudes de Cristo, ser servo bom, fiel e obediente à vontade de Deus.

“Dentro do rito do acolitato, a oração de bênção feita pelo bispo aos novos acólitos mostra o tamanho dessa missão que o acólito deve assumir: ‘[…] escolhidos para o ministério dos Acólitos, e fazei que sejam assíduos no serviço do altar, distribuam fielmente o Pão da vida, e cresçam cada vez mais na fé e na caridade para a edificação da vossa Igreja. […]’. O acólito deve viver verdadeiramente a sua fé e sua vida no serviço ao altar e na caridade com o próximo”, afirmou.

<< Novos leitores e acólitos para a Igreja de Crato. Foto: reprodução >>

Visita

Além da instituição dos seminaristas do 2º e 3º ano de Teologia nos ministérios de Leitor e Acólito, Dom Gilberto aproveitou para conversar com cada um, pessoalmente, como é costume seu, encorajando o seguimento a Cristo. Também presidiu a Celebração Eucarística durante os três dias em que esteve em Quixada.

Por: Patrícia Mirelly, com informações do Seminarista Adolfo Santos de Lima 

 

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