Os diáconos permanentes levam a palavra de Deus, confortam e acolhem os fiéis. Mas para que essa missão desempenhada com grande generosidade nas atividades paroquiais produza bons frutos, é necessário que eles estejam sempre preparados: no coração e no espírito.
Por isso, desde a noite da última sexta-feira, dia 6 de setembro, trinta e quatro diáconos permanentes estão reunidos no Seminário Diocesano São José, em Crato, em intensas jornadas de oração, de partilha e de fraternidade, no chamado “retiro anual”. A intenção é fazê-los mergulhar no Tríduo Pascal, fonte de toda a espiritualidade cristã. “Se o coração não arde” – diz o tema – “os pés não andam”. Padre Paulo Sérgio, pároco de Mangabeira (distrito de Lavras) e professor de Filosofia no Seminário, é quem os ilumina nesse caminho: “Temos refletido sobre como encontrar a fé cristã na fonte, que é o Tríduo Pascal”.
Na manhã deste domingo, dia, por excelência, consagrado ao Senhor, a Santa Missa levou o retiro a bom termo, sob a presidência do bispo diocesano, Dom Gilberto Pastana. Os diáconos ouviram dele, dentre outras exortações presentes no Evangelho (Cf. Lc 14,25-33), quão importante é estar sempre ao serviço da edificação do povo, no acolhimento da vontade do Senhor e das necessidades da Igreja.
“Se alguém se dispõe a seguir Jesus, mas não se desapega das pessoas e das coisas, não pode ser seu discípulo. É preciso, portanto, ter muita clareza. Seguir Jesus é uma decisão que exige reflexão. Ele quer que Lhe sejamos obedientes e participativos”, disse o bispo. E referindo-se aos dias de retiro, sublinhou que este só é possível se houver o essencial: silêncio. “Nele, percebemos onde podemos melhorar no serviço e no caminho do Senhor, na identificação, na busca e na aproximação que ajudam a construir o Reino”.
Para o Diácono Cristiann Huyghens, da Sé-Catedral Nossa Senhora da Penha, em Crato, o retiro, além de alimentar a caminhada, é também ocasião para o encontro com os irmãos no ministério: “A gente partilha os momentos e, diante das meditações, a gente se coloca no lugar de Cristo, com todos os irmãos”.
Saiba mais sobre o “diaconato permanente”
O “diaconato permanente” é conferido pela Igreja a homens casados. Mas só são aceitos para o ministério com a total concordância da esposa, feita por meio de uma autorização por escrito, de próprio punho. A vocação primeira deles é à vida em família. E há diáconos das mais diversas profissões: médicos, professores, funcionários públicos e agricultores. Uma vez ordenados ministros do povo de Deus, são chamados a trabalhar com a ação litúrgica, com a atividade didático-catequética e pastoral, em comunhão com o Bispo e os padres. Como pertencem ao Clero, podem proclamar o Evangelho na Missa, batizar, assistir casamentos, conceder bênçãos e usar clérgima (colarinho clerical).

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