Além das alegrias da festa patronal, o povo católico de Assaré dá graças a Deus pelo bom êxito na restauração da Imagem da padroeira, Nossa Senhora das Dores, que teve seus traços originais retomados. A Igreja Matriz também passou por reformas no teto, no forro e em toda parte elétrica, iluminação e pintura. De acordo com o pároco, Padre Paulo Costa, foram quatro meses de trabalhos. Nesse tempo, durante a semana, as celebrações aconteciam no salão paroquial e, no domingo, na Praça da Matriz.
Todos esses motivos aumentaram, ainda mais, o vínculo materno e devocional do povo à Virgem Maria, sob o título “das dores, mas também das alegrias”, como pontua o pároco. Desde o último dia 6 de setembro, quando uma carreata inaugurou os festejos deste ano, pontualmente os fiéis se reúnem na Igreja Matriz, nas primeiras horas da noite, para participar da “Setena”, termo que alude às sete dores de Nossa Senhora, do nascimento de Jesus até sua descida da Cruz.
“É um tempo de renovação espiritual para o povo, de modo que a participação tem sido muito marcante pelo espírito da alegria, do reencontro e da devoção à Mãe das Dores, mas também das alegrias”, disse Padre Paulo.
Na noite desta sexta-feira, dia 13, já vislumbrando a solenidade da padroeira, no próximo domingo, dia 15, os fiéis acolherem o bispo diocesano, Dom Gilberto Pastana, que presidiu a Santa Missa.
Durante a homilia, além de reforçar que a festa da padroeira é ocasião de encontros e de partilhas da fé, o pastor de Crato fez memória aos jovens suicidas, tendo em conta a campanha pela vida, promovida pelo “Setembro Amarelo”. Ao fim da Missa, chamou as crianças e os jovens para rodearem a Imagem da Mãe das Dores e receberem uma bênção especial, extensiva a quantos estejam cansados e abatidos.
Acompanhe a programação da festa aqui: https://diocesedecrato.org/eventos/2019/09/festa-de-nossa-senhora-das-dores-em-assare/
Catequese
Os primeiros traços da piedosa devoção a Nossa Senhora das Dores, na Igreja, encontram-se nos escritos de Santo Anselmo e de muitos monges beneditinos e cistercienses, tendo nascido da meditação da passagem do Evangelho que nos mostra a dulcíssima Mãe de Deus e São João aos pés da Cruz do divino Salvador.
Foi a compaixão da Virgem Imaculada que alimentou a piedade dos fiéis. Somente no século XIV, talvez opondo-se às cinco alegrias de Nossa Senhora, foi que apareceram as cinco dores que variariam de episódios:
1. A profecia de Simeão
2. A perda de Jesus em Jerusalém
3. A prisão de Jesus
4. A paixão
5. A morte
Fonte: http://www.arautos.org/secoes/artigos/especiais/nossa-senhora-das-dores-2-144156











