Oito seminaristas iniciam Síntese Vocacional em fevereiro

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Um seminarista não se torna padre sozinho. Seu itinerário vocacional requer a colaboração dos formadores, no Seminário, e, principalmente, do povo, nas paróquias, que favorece a ele o encontro comunitário com Cristo, a quem conformará a vida, e à Igreja, onde exercerá o serviço ministerial. Essa decisão é amadurecida e confirmada no período chamado “Síntese Vocacional” ou “Ano Pastoral” que antecede à ordenação diaconal, penúltimo passo para o sacerdócio. Esse tempo é vivido nas paróquias, sob os cuidados e acompanhamento dos respectivos párocos.

Na Diocese de Crato, oito seminaristas iniciarão a Síntese Vocacional a partir do próximo dia 1º de fevereiro: Ádmo de Sousa, Bruno Ferreira, Cícero Cladson, Felipe Tavares, Dalisramon Cruz, Filipe Gonçalves, José Maycon e Rodrigo Rêmulo. Eles serão enviados, respectivamente, às paróquias Sagrado Coração de Jesus, em Brejo Santo, Nossa Senhora da Conceição, em Granjeiro, Santo Antônio, em Jardim, Santa Teresa de Jesus, em Altaneira, Nossa Senhora do Rosário, em Quitaiús, São Francisco das Chagas, em Baixio, Senhor Menino Deus, em Aurora, e São José Operário, em Ponta da Serra, distrito de Crato.

Nesta terça-feira, dia 26 de janeiro, uma reunião na Cúria Diocesana, em Crato, preparou o calendário dos encontros bimestrais com a equipe de formação para partilhar as experiências deste período. O momento também foi de integração entre os seminaristas e os padres que os acompanharão neste percurso.

“Eles [os seminaristas], agora, vão ‘sintetizar’, numa paróquia, todas as experiências adquiridas no seminário, aplicando na pastoral aquilo que a Filosofia e a Teologia deram como elementos”, afirmou o reitor do Seminário São José, Padre Acúrcio Barros. Ele explica que, dentre as dimensões espiritual, humano-afetiva, intelectual, comunitária e pastoral-missionária esta última é a que mais aproxima o seminarista do povo de Deus e permite uma experiência concreta dos trabalhos pastorais realizados nas paróquias, este ano escolhidas segundo a distância territorial. “O critério foi ver aqueles padres que estavam mais distantes e sós, vivendo numa paróquia longínqua ou pequena. O seminarista vai aprender, com o padre, a lidar com essas realidades”.

No fim deste período, previsto para o dia 31 de janeiro de 2022, serão enviadas “cartas-consultas” ao pároco de origem dos oito seminaristas, à equipe formativa e ao pároco que os acompanhou na Síntese Vocacional, corresponsável pela formação.

Pastores do povo de Deus na convivência comunitária

Muitos fatores contribuem no itinerário rumo à configuração ao Cristo sacerdote.  A Paróquia Santo Antônio, no município de Jardim, por exemplo, contabiliza mais de quarenta comunidades, o que é significativo na opinião do pároco, Padre Idemário Muniz. Além de ser uma ajuda próspera, oportunizará ao seminarista vivenciar as mais diversas realidades pastorais. Quanto ao papel de acompanhador, ele pondera que esse tempo não é de “fiscalização”, mas de ação conjunta. “Nós, padres, temos esse papel de acompanhamento, de orientação, mas vamos nós todos, juntos aos paroquianos, às pastorais, aos movimentos e aos serviços, fazer essa caminhada juntos”.

Para o Seminarista Cícero Cladson, que será enviado à Paróquia de Jardim, é chegada a hora de concretizar tudo quanto foi vivenciado no Seminário. “É um sentimento de alegria, principalmente porque é uma confirmação da Igreja para que a gente cresça, cada vez mais. Eu espero apreender muito com o povo, aprender com o padre e formar este projeto de pastoral presbiteral. Ao estar na Síntese Pastoral, compreendemos, ainda mais e de forma mais concreta, o pastoreio do sacerdócio em meio ao povo de Deus”, afirmou.

Às vésperas de celebrar quinze anos de sacerdócio, Padre José Ricardo Barros, pároco da Paróquia São José Operário, em Ponta da Serra, distrito de Crato, para onde o seminarista Rodrigo Rêmulo Leite será enviado, pontua que seu primeiro papel é o da acolhida, seguida da troca de saberes, de experiências, da ajuda mútua, sem esquecer que ambos são apenas coadjuvantes na história da comunidade. Outro fator importante, segundo ele, é se deixar introduzir na comunidade, colocando a serviço dela as potencialidades e os dons que cada um carrega.

O seminarista Rodrigo, por sua vez, disse que espera corresponder às expectativas do Plano de Pastoral da diocese, às necessidades pastorais da paróquia, assim como as demandas espirituais, sociais e humanas dos paroquianos, mas, acima de tudo, quer “aprender a ser pastor do povo de Deus na convivência comunitária”.

Conheça os seminaristas

Ádamo de Sousa Matos, 25 anos, natural da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Juazeiro do Norte, vivenciará o Ano Pastoral na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Brejo Santo, sob os cuidados do Padre Fernandes José.

Bruno Ferreira da Silva, 25 anos, natural da Paróquia São José, em Missão Velha, ficará sob os cuidados do padre Erivano Gaudino, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Granjeiro. 

Cícero Cladson Pereira da Silva, 25 anos, natural da Paróquia São Pedro, em Caririaçu, será enviado à Paróquia Santo Antônio, em Jardim, acompanhado pelo padre Idemário Muniz.

Cícero Felipe Tavares de Sousa, 26 anos, natural da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Palestina do Cariri, distrito de Mauriti, estará sob o acompanhamento do padre Damião Peixoto, na Paróquia Santa Teresa de Jesus, em Altaneira.

Dalisramon Cruz Silva, 27 anos, natural da Paróquia São José, em Missão Velha, ficará sob os cuidados do padre Amós Macêdo, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Quitaiús, distrito de Lavras da Mangabeira.

Filipe Gonçalves Macedo, 29 anos, natural da Paróquia Senhor Menino Deus, em Aurora, será enviado à Paróquia São Francisco das Chagas, em Baixio, sob os cuidados do padre Reginaldo Pedro.

José Maycon de Lacerda Sales, 26 anos, natural da Paróquia Imaculada Conceição, em Mauriti, ficará sob os cuidados do padre Cícero Alencar, na Paróquia Senhor Menino Deus, em Aurora.

 

Rodrigo Rêmulo Leite, 26 anos, natural da Paróquia Santo Antônio – Santuário Diocesano da Divina Misericórdia, em Barro, ficará sob os cuidados do padre José Ricardo Barros, na Paróquia São José Operário, em Ponta da Serra, distrito de Crato.

Torne-se um “Amigo do Seminário”

Para permanecerem fiéis à vocação e para que a graça de Deus sempre os guie à meta das sagradas ordens, os seminaristas contam também com a oração fervorosa da comunidade cristã. E não apenas as orações, mas ajuda material e financeira.

Na Igreja de Crato, é possível contribuir com a manutenção do Seminário Propedêutico Dom Fernando Panico e do Seminário Diocesano São José por meio da Associação Amigos do Seminário, que recolhe contribuições livres e voluntárias de pessoas de boa vontade para a sustentabilidade da formação dos seminaristas. Para participar basta procurar a Cúria Diocesana, em Crato, de segunda a sexta, das 8h às 12h. Ou efetuar algum depósito no Banco do Brasil, agência 094-9, conta corrente 34.136-3.

Outras informações, aqui: https://diocesedecrato.org/amigos-do-seminario/

 

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