O compromisso com a Igreja deve formar bons cidadãos

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Nesta quarta- feira, dia 14 de dezembro, dom Gilberto Pastana teve o dia dedicado a uma missão: confirmar no batismo jovens que, após um período de preparação, se mostraram aptos, de acordo com os catequistas e os párocos, a receberem o sacramento do Crisma. Na Paróquia Santo Antônio- Santuário da Divina Misericórdia, em Barro, esse momento aconteceu durante a manhã e na Paróquia São Vicente Ferrer, em Lavras da Mangabeira, a tarde e a noite.

Pela manhã 243 crismandos receberam o sacramento, a tarde 175 e a noite 156, totalizando assim mais 574 jovens confirmados no batismo. Além do ritual próprio do sacramento, o bispo destacou a necessidade que o compromisso cristão, meditado na palavra, seja vivenciado na prática, no compromisso cidadão. Quando viu que, devido o calor, alguns jovens, padrinhos e familiares bebiam água utilizando garrafas e copos descartáveis, no final da celebração, pediu a três coroinhas para, com sacos de lixo, irem à frente e ao meio da Igreja para a assembleia colocar o lixo dentro deles. “Assim estamos salvando a natureza”, afirmou dom Gilberto, incentivando os fiéis a cuidarem da casa comum, que é o meio ambiente.

Em Lavras da Mangabeira foram cheios três sacos de lixo, com material reciclável. (Foto: Patrícia Silva)
Em Lavras da Mangabeira foram cheios três sacos de lixo, com material reciclável. (Foto: Patrícia Silva)

Outro apelo do bispo coadjutor foi sobre valores que os cristãos devem ter em sua vida. “Quando os discípulos de João perguntam a Jesus se ele era o Messias, na passagem do evangelho de hoje (Lc 7, 19,23), ele não disse: ‘Sou eu’. Ele disse o que está acontecendo: ‘Ide a João dizer o que vocês estão vendo e ouvindo’. É preciso ver e ouvir. Isso nos faz também recordar a nós. Quem nós ouvimos hoje? Quem nós escutamos hoje? Quem, na verdade, forma a nossa consciência hoje? As nossas atitudes são tomadas a partir de que e de quem? Quem é que influencia na nossa casa? Quem influencia em nossa vida? É a catequese que nós recebemos na Igreja ou as novelas da Rede Globo? O que nós repetimos? O que tem mais força? É o que a catequese nos ensina? É o que os nossos pais nos dizem? Ou é a porcaria que nós aprendemos com as novelas ou programas que não educam em nada a vida humana?”, indagou.

Continuando, o bispo fez incisiva crítica ao consumismo. “O que nós vemos? Vemos a necessidade da comunidade? As necessidades da vida? Ou vemos as propagandas dos melhores celulares, das melhores televisões, das melhores casas? E isso nos fascina, isso cria dentro de nós desejos… São desejos de Deus? Jesus responde aos discípulos: ‘Ide e dizei a João o que vocês estão vendo e ouvindo’. O que os discípulos de João viram? ‘Os cegos veem, os surdos escutam, os paralíticos andam’. Que cegos são esses? Será que são os cegos de nascença? Ou são os cegos que dizem que enxergam, mas só enxergam o que lhe interessa, o que não interessa ele faz de conta que não ver. Esses são os piores cegos. Jesus cura todos os cegos que não enxergam os sinais. Os discípulos de Jesus, os que topam segui-lo, tem que mudar seu modo de ver as coisas, não podem ver a partir do mundo, mas sim a partir do reino, a partir de Deus.  Quem são os surdos? São os doentes físicos ou aqueles que não ouvem a palavra de Deus? Não acreditam, não escutam, não a interiorizam em sua vida? Por fim, quem são os paralíticos? Para onde nós andamos? Qual é o nosso rumo? Conhecemos bem o caminho da casa do Senhor? Somos capazes, mesmo na escuridão, de encontrar este caminho? De sabermos chegar a esta casa sozinho ou acompanhado? Esta casa se torna minha casa? Eu conheço essa casa? Paralitico é aquele que não anda ao caminho do outro, que não vai encontro do outro, aquele que não caminha para casa do Senhor, este é o paralitico”, afirmou.

O Santuário da Divina Misericórdia ficou repleto repleto de fiéis. (Foto: Patrícia Silva)
O Santuário da Divina Misericórdia ficou repleto repleto de fiéis. (Foto: Patrícia Silva)

As três celebrações provocaram horas de profunda reflexão que geraram agradecimentos singelos. Em Barro, o bispo foi presenteado com uma estola comemorativa pela abertura da Porta Santa, do Ano da Misericórdia. Em Lavras, intensas palmas dadas após a bênção final, demonstraram que as celebrações atenderam a expectativa daqueles jovens, que embora não sejam tão maduros na idade, deram a partir deste dia, um passo a mais para o compromisso com a Igreja, no intuito de não só escutar a palavra de Deus, mas pratica-la no dia-a-dia, no compromisso com a sociedade.

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