Minha experiência com Maria #ep8: Leva-me às lágrimas recordar o que Nossa Senhora fez na minha vida

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No município de Farias Brito, encontra-se o distrito de Nova Betânia, a 5 km de distância, terra dedicada à Santíssima Virgem, a Senhora das Graças. No mês de maio, ao cair da noite, o repique dos sinos anuncia que a Imagem da Virgem Maria deixará a sua pequena capela para visitar os seus queridos filhos.

Ao som do tradicional canto “Dai-nos licença, Senhora, para uma oferta vos fazer, essa lapela de flores que vamos oferecer”, Maria Santíssima sai a derramar graças e favores mil aos seus devotos. Ao passar a Imagem pelas ruas, nota-se a reverência, o fervor, a postura dos que ali estão fora do cortejo, cada um com o seu modo de ser e de amar a doce Mãe de Jesus, enquanto as senhoras de branco entoam os mais diversos cânticos e recitam as mais diversas orações.

Por onde Nossa Senhora passa deixa seu olhar doce e sereno. Aos doentes traz alívio, aos sofredores conforto, aos aflitos a paz.  Ao chegar à casa onde passará o dia, é recebida com calorosa aclamação. Ah, como me recordo de Alice Fernandes (in memoriam), Irenildes Pereira, Maria Neri, Maria de seu Zé e tantas outras santas mulheres que ajudavam desde a ornamentação do andor até o cantar nas estradas durante as 31 noites de exercícios marianos. Como me ajudaram na instrução da fé. Até hoje, lembro-me do amor filial de minha madrinha Alice ao entoar “Formosa és” e o quanto essas vivências foram esplendorosas para mim, formando-me e gestando-me nos braços ternos de Maria.

Ao final da récita do Santo terço e da novena, os donos da casa sempre ofereciam os mais variados quitutes, de bolos e salgados ao bom e tradicional cafezinho. Todas as pessoas da casa possuíam um semblante alegre e festivo, como se seguissem à regra de São Bento “acolhendo o visitante como se fosse o próprio Cristo que estivesse nele”. As casas que eram consagradas ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria igualmente se revestiam de uma forma especial, pois era uma alegria dupla render graças a Nossa Senhora pelo ano transcorrido e fazer a renovação ao Amantíssimo Coração.

Em tempos pandêmicos, leva-me às lágrimas recordar estas memórias e fazer jus a tudo o que Nossa Senhora fez – e faz – na minha vida e na vida dos meus, Ela que nunca me faltou de maneira alguma. Para finalizar este breve relato parafraseio o nosso amado Santo Padre, o Papa Francisco: “Maria não é apenas a ponte entre nós e Deus; é mais: é o caminho que Deus percorreu para chegar até nós e é o caminho que nós devemos percorrer para chegar até Ele”.

Robson Pereira Sales, Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Farias Brito, Ceará

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