Minha experiência com Maria #ep3: “Sentindo a gravidade do estado de saúde da minha mãe, pedi chorando à Nossa Senhora que nos acudisse”

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É maravilhoso poder ver, durante o mês de maio, o exército de pessoas vestidas de branco para homenagear Nossa Senhora. Particularmente, sou uma delas. Tenho pela Mãe de Jesus um carinho, uma devoção e um amor que não cabem nas palavras, ainda que pudesse ou soubesse lançar mão dos melhores recursos literários.

A devoção foi incutida em mim na primeira infância por meio de minha santa mãe, Luiza. Todas as noites, quando me colocava para dormir, eu perguntava: “A senhora vai ficar comigo? Tenho medo do escuro!” Ao que ela respondia docemente: “Não. Mas vou pedir à Mãezinha do Céu para vir até aqui e você não vai sentir medo de nada. Fique quietinha, procure dormir, Ela já vem!” Acredito que vinha mesmo, pois eu adormecia tranquila e, caso acordasse durante a noite, não choramingava para ir ficar junto dos meus pais.

Na vida escolar, em época de “provas”, vendo minha preocupação e ansiedade pelo desejo de tirar sempre boas notas, mamãe aconselhava: “Antes de iniciar a prova, reze ao Espírito Santo pedindo luzes e a Nossa Senhora pedindo tranquilidade e certeza nas respostas”. Eu obedecia e sempre me saía com excelentes resultados. Aqui vale ressaltar que tudo isso era precedido de umas boas horas de estudo, afinal nem o Espírito Santo, nem Maria Santíssima vinham se ocupar daquilo que era dever unicamente meu. Contar com o valoroso e celestial auxílio não me isentava de ter que fazer a minha parte.

Foi assim que cresci colocando Nossa Senhora à frente de tudo quanto pensava realizar. Em todas as dificuldades, todos os problemas que a vida me impunha eu “corria para a barra da saia dela” e choramingava minhas dores. Reitero o que disse lindamente São Bernardo: “Nunca se ouviu dizer que algum daqueles que a Ela tem recorrido tenha sido abandonado”. Maria jamais deixa de ouvir e agir em favor das necessidades de um filho devoto.

Eu já era adulta quando fiz à Nossa Senhora uma promessa para vestir branco no mês de maio. Mamãe não aprovava essa história de “promessa” pois, tratava-se de “negociar com o santo” e os santos não são comerciantes, são intercessores junto a Deus, não devem ser envolvidos em negociatas. Dona Luiza condenava veementemente essa prática.

Acontece, no entanto, que ela ficou doente muito severamente, sem perspectiva de melhoras apesar de todas as medidas empreendidas por nós junto aos médicos e remédios. Sentindo a gravidade do quadro e a angústia perante a possibilidade de perdê-la, pedi chorando à Nossa Senhora que nos acudisse, que olhasse para ela e lhe devolvesse a saúde. Se isso acontecesse eu jamais iria me esquecer desse grande benefício e, como prova de agradecimento e reconhecimento por tamanha generosidade, iria me vestir de branco todos os meses de maio até o fim da vida. Estávamos justamente nos primeiros dias do mês de maio e por um carinho inestimável da Rainha do Céu, mamãe apresentou uma melhora notável, que evoluiu gradativamente até a cura. Meu coração era só louvor e agradecimento. De imediato, pensei: “Nossa Senhora me atendeu prontamente, então não vou esperar para agradecê-la só no ano que vem. Vou vestir-me de branco esse ano, agora, de 13 de maio a 13 de junho”. E assim fiz. Como não estava preparada para isso – só tinha duas roupas brancas – no começo foi bem difícil: tinha que lavar e passar todos os dias, mas perseverei. Mamãe, muito esperta, percebeu minha empreitada e encostou-me à parede: “Por que agora você só está usando roupa branca? Não acredito que fez uma promessa! Olhe o que eu já lhe disse!” Argumentei tentando explicar que não se tratava de um “negócio”; era sim um preito de gratidão; e eu tinha feito aquilo rogando por sua saúde. Mesmo assim ela não aprovou. Duvidava também que eu fosse perseverar com a promessa.

Hoje, passados 32 anos desse fato, minha mãe não está mais comigo, foi se encontrar com Jesus e Maria há mais de uma década. Continuo recebendo os cuidados maternos dela e de Nossa Senhora, percebo isso nos pequenos e também nos grandes acontecimentos da vida e sei que o amor de uma mãe é capaz de exceder as barreiras do mundo físico. Continuo a vestir-me de branco durante o mês de maio, com toda alegria, porque isso me faz lembrar o quanto Maria Santíssima zela por aqueles que se entregam à sua proteção. Amo Nossa Senhora e desejo amá-la sempre e em qualquer circunstância. Sou toda dela, Ela é toda minha e Jesus abençoa essa demonstração de carinho.

Gostaria que as pessoas, sem exceção, pudessem experimentar a ternura do amor puríssimo da Mãe de Deus, e passassem a venerá-la a cada dia. Asseguro que jamais irão arrepender-se. Com Maria, passamos a amar mais a Jesus e, felicidade maior que essa não há. Aquela que ensinou o pequeno Deus a dar os primeiros passinhos também nos acolhe, acarinha, protege e direciona nossos passos no caminho sonhado por Deus para cada um de nós: a perfeição, o Céu.

“Ave, Maria! Ave, Maria!

Estrela guia, Mãe admirável que ao Pai me conduz!

“Ave, Maria! Ave, Maria!

No dia-a-dia eu quero te amar com o amor de Jesus!”

Francimary Próto Alencar, Santuário Eucarístico Diocesano, em Crato

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