Minha experiência com Maria #ep1: “Meu filho tentou suicídio e ficou entre a vida e a morte”

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“Fui criada numa família tradicional de Porteiras, na região do Cariri. Minha mãe era responsável por organizar a cerimônia de Coroação de Nossa Senhora da Conceição, na paróquia de mesmo nome. Aprendi com ela, ainda na infância, a cultivar uma particular devoção à Santíssima Virgem.

Dentre as muitas experiências de fé e de graças alcançadas, está o milagre vivo do meu filho George, que tentou suicídio em 2011, com um tiro no ouvido. Lembro-me bem, porque foi no dia seguinte ao dia das mães. Entre cinco e meia e seis da tarde, ele tomou a moto e saiu estrada afora. Um vigia presenciou toda a cena. Conta que o reconheceu, o viu parar a moto, descer e abrir fogo contra si.

Socorrido pela Polícia, imediatamente acionada por esse vigia, recebeu os primeiros atendimentos na Unidade de Saúde local. Levado, depois, para um hospital de maior porte, os médicos sequer deixaram meu marido acompanhar, para evitar algum choque com aquele quadro clínico, porque tinham certeza que nosso filho não escaparia.

Nós começamos, então, uma corrente de oração e eu recorri a Nossa Senhora, de joelhos, olhando para Ela, pedindo com todas as forças do meu coração. Quando levantei, senti uma paz e um sossego tão grandes que só queria mesmo uma rede para me deitar e me balançar o resto da vida.

George passou 42 dias intubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em um hospital de alta complexidade, em Barbalha. Aos poucos, começou a mexer o dedo, a perna, mas precisou começar uma nova vida, reaprendendo a falar e a andar, agora numa clínica em Fortaleza. Os médicos diziam que ele ficaria em estado vegetativo, e nós insistindo: ‘Não, ele vai conseguir’. A cidade inteira estava em oração conosco.

Em dezembro daquele mesmo ano, como forma de agradecimento, comecei a ‘Caminhada da Fé’, percorrendo cerca de vinte quilômetros entre as igrejas matrizes de Porteiras e de Brejo Santo, na circunvizinhança. No começo, íamos minha cunhada e eu. Hoje – quer dizer, quando ainda não havia pandemia no mundo – mais de trezentas pessoas nos acompanham, rezando por si e por nós. Meu filho é um milagre vivo. Eu não canso de agradecer, principalmente quando o vejo caminhando e feliz, ao lado da esposa e do filho.

Salve Maria!

Telma Dantas, Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Porteiras, Ceará

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