Liturgia da Paixão do Senhor: “Ele se despojou até a morte” (Is 53,12)

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Na Sexta-feira Santa a Igreja celebra a memória da crucificação e morte de Jesus.  Quem adentra a igreja se depara com um ambiente desnudo. No altar não há cruz, toalhas, velas ou qualquer adorno. É costume, também, cobrir as imagens dos santos e colocar um véu escuro no altar para dizer que toda a Igreja, enlutada, chora a morte de Cristo, exortando todo o povo a observar alguns sinais de penitência, em respeito e veneração. Assim estava a Igreja Catedral, em Crato, para a Solene Liturgia da Paixão do Senhor.

Era por volta das três horas da tarde, quando se deu o início a procissão inicial, que se difere das demais. Não há cântico, todos entram em silêncio. Revestido de paramentos vermelhos, o bispo se dirige ao altar e, feita a devida reverência, prostra-se de rosto por terra – como no dia de sua ordenação – enquanto os fiéis se ajoelhem em oração.

Após a narração do evangelho, Mons. José Vicente, bispo eleito de Salgueiro (PE), levou os fiéis a um momento de breve reflexão sobre a Paixão do Senhor. “Não havendo nenhuma razão para nos amar, ele nos amou e entregou sua vida por nós”, pontuou. “Esta história de amor nos ensina como deveremos amar-nos uns aos outros, e todos amar o próprio Cristo. Foi por amor que Jesus veio ao mundo, foi por amor que Jesus tanto nos ensinou, foi por amor que Jesus entregou a sua vida por nós”.

O máximo da Liturgia é a Adoração da Santa Cruz. Envolvida de um tecido vermelho e ladeada de duas velas, a cruz é carrega até o altar. Ao chegar, o bispo desvela a Cruz aclamando três vezes: “Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo”. Despojando-se da casula, ele se aproxima da Cruz, e ajoelha-se para adorá-la. Apesar do fim da pandemia, ainda como medida de proteção, somente os padres beijaram a cruz. Os fiéis presentes da celebração, em filas, se prostaram de joelho diante do madeiro sagrado.

Durante todo o Sábado Santo não há celebração, apenas silêncio em que a Igreja medita e reflete Cristo morto, até a Vigília Pascal, quando celebra-se a vitória de Jesus sobre a morte, concluindo, assim, Tríduo Pascal. Na Catedral de Crato, essa celebração acontecerá às 20h.

Por Jornalista Mychelle Santos / Assessoria de Comunicação

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