“Glórias de Maria”: a sublimidade da Mãe de Deus

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Glórias de Maria, escrita por Santo Afonso de Ligório, é, sem dúvidas, uma das mais belas obras sobre a Mãe de Deus. Somente um autor instruído pelo Espírito Santo e envolto por uma profunda devoção à Santíssima Virgem consegue produzir tão precioso relato que demandou quase quinze anos para ficar pronto. Como o título sugere, a obra fala da realeza divina daquela que é “(…) cheia de graça” [Lc 1, 28] e, em que consistem os louvores rendidos pelos seus devotos. Povos e nações aclamam Maria de Nazaré rainha do céu e da terra e, na corte celeste, faz-se “harmonia entre os coros angélicos”, lá habitando revestida de glória e beleza.

O livro possui um caráter documental considerando a estrutura em que foi organizado e o diálogo que Santo Afonso faz entre a teologia e as experiências de outros santos com a Virgem Maria. No entanto, o diferencial está no fato dessa densidade de conteúdo, por meio da linguagem do autor, ser acessível a todos de forma clara e objetiva. Desse modo, é impossível ler Glórias de Maria e não sentir a ternura com a qual Santo Afonso fala “bem-aventurada” [Lc 1, 48].

A obra deixa nítida toda a sublimidade de Nossa Senhora e explica em que reside tudo isso: na humildade, a porta para todas as virtudes, na qual ninguém com tanta profundidade adentrou como a Virgem Maria o fez. “Embora se visse mais enriquecida de graças que os outros todos, nunca ela se julgou acima de quem quer que fosse. Ao contrário, teve sempre modesta opinião de si mesma”, diz o livro [p. 410]. Maria, no seu profundo silêncio [já que pouquíssimas vezes se fazem presentes suas palavras nas Sagradas Escrituras], concentrou-se apenas no diálogo com o próprio Deus por meio da oração e, como dizia São Luís de Montfort, “escondeu-se de si mesma para que só Deus a conhecesse”. É, pois, “predileta, misteriosa, que pra si Deus preservou”.

A obra é dividida em três partes: a primeira faz uma explicação contextualizada da Salve Rainha, justificando por que a Virgem Maria é aclamada como tal durante esta oração; a segunda explica as festas que lhes são honradas e reflete sobre as suas dores; e, por fim, a terceira, para “fechar com chave de ouro”, explica as virtudes de Nossa Senhora e algumas práticas de devoção.

O livro traz não somente a narração conforme o que foi explicado acima, mas dispõe de exemplos de pessoas que contaram com o poderoso patrocínio de Nossa Senhora. É possível encontrar também orações ao final de cada tratado. Estas dialogam com o que foi explanado fazendo da obra não só uma via de educação na fé, mas, também, um caminho para vivê-la como Aquela que o fez com tanta diligência que “encontrou graça diante de Deus” [Lc 1, 30].

Por fim, ler este livro é também participar das Glórias de Maria, pois uma boa mãe nunca guarda nada para si, mas partilha com os filhos e até dar-lhes por completo aquilo que tem. Quem o ler, sentirá os cuidados desta doce e bondosa Mãe e será envolvido pelos “pensamentos e afetos do autor”. Que possamos, então, nos confiar aos cuidados maternos da Virgem Maria. Peçamos que Ela venha em favor de nossas necessidades e fragilidades humanas – e espirituais – e possamos, a seu exemplo, ser o que Deus espera de nós para este tempo.

Livro: Glórias de Maria;

Autor: Santo Afonso Maria de Ligório;

Editora: Santuário;

Ano de publicação: 2019;

Páginas: 504.

Por: Fabrício Furtado, agente da Pascom e colaborador. 

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