Epifania do Senhor: O Amor de Deus enfim se manifestou a toda humanidade

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SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR – ANO C

O AMOR DE DEUS ENFIM SE MANIFESTOU A TODA HUMANIDADE

Nós vimos sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo” (Mt. 2,2).

A Liturgia deste domingo celebra a manifestação de Jesus Cristo a todos os seres humanos. De modo semelhante à estrela que guia os magos, Jesus é a “luz” que se acende na noite de uma humanidade desolada e distante de Deus e atrai para si todos os povos da terra. Realizando o plano salvador que o Pai desejava ardentemente nos oferecer, Ele se encarnou na nossa história, iluminou os nossos caminhos, conduzindo-nos ao encontro da vida em plenitude.

A Primeira Leitura (Is 60, 1-6), retirada do Livro do Profeta Isaías, revela-nos como o plano de amor de Deus foi sendo construído ao longo dos séculos através da Promessa, da Fé e da Esperança até atingir a sua plenitude com a chegada do Messias. O profeta anuncia a chegada da luz salvadora de Deus; essa luz transfigurará Jerusalém na cidade das luzes e reunirá na cidade de Deus os povos de todo o mundo.

No Evangelho (Mt 2,1-12), vemos a concretização da Promessa anunciada pelo profeta Isaías: representando todos os povos, os reis magos rumam ao encontro de Jesus. Segundo uma tradição dos primeiros séculos do cristianismo, cada um dos magos pertence a uma cultura diferente: Melchior, da Ásia; Baltazar, da Pérsia; e Gaspar, da Etiópia. Eles representam, assim, as três raças conhecidas no mundo antigo.

A longa peregrinação dos reis magos para contemplar o Deus Menino, revela-nos que também nós necessitamos fazer nossa peregrinação. Eles se mantiveram atentos aos sinais da chegada do Messias, O procuram com esperança até encontrá-lO. E reconhecem n’Ele a “salvação de Deus” e O adoram como “O Senhor”. A salvação, que tantas vezes foi rejeitada pelos habitantes de Jerusalém, tornou-se um dom que Deus oferece a toda humanidade, sem exceção. Desse modo, como a luz tênue de uma estrela serviu de sinal, Deus se serve de diferentes sinais e se manifesta constantemente e de várias maneiras a nós. Nos sacramentos, em especial no sacramento da Eucaristia, na sua Palavra proclamada, na pessoa do Sacerdote, na Igreja/Comunidade reunida para celebrar, no amor caloroso e acolhedor de nossa Família etc.

Assim, na Segunda Leitura (Ef 3,2-3a.5-6), o Apóstolo Paulo apresenta aos Efésios o plano salvador de Deus como uma realidade concreta que atinge toda a humanidade, congregando judeus e pagãos numa mesma comunidade de irmãos – a comunidade de Jesus. Daquilo que estava dividido (judeus e pagãos), Deus fez uma unidade (o Corpo de Cristo ou a Igreja).

Os reis magos representam os habitantes de todo o mundo que vão ao encontro de Jesus Cristo, que acolhem a proposta salvadora que Ele traz e que se prostram diante d’Ele. É a Igreja – somos uma família de irmãos, constituída por pessoas de todas as cores, raças e língua, seguimos convictos a Jesus e O reconhecemos como o Nosso Senhor. Cabe a nós que já O acolhemos, ajudar a todos que O desejam encontrar, nos utilizando de todos os sinais que Deus nos oferece para fazer o mundo inteiro enfim saber que Ele está Vivo, Encarnado e no meio de nós!

Pe. Paulo Sérgio Silva

Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Farias Brito

*Foto de capa: reprodução da Internet

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