Epifania do Senhor: o amor de Deus enfim se manifestou a toda a humanidade

Compartilhe:

SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR – ANO B

O AMOR DE DEUS ENFIM SE MANIFESTOU A TODA HUMANIDADE

“Nós vimos sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo” (Mt. 2,2).

A liturgia deste domingo celebra a manifestação de Jesus Cristo a todos os seres humanos. De modo semelhante à estrela que guia os magos, Jesus é a “luz” que se acende na noite de uma humanidade desolada e distante de Deus e atrai a si todos os povos da terra. Realizando o plano salvador que o Pai desejava ardentemente nos oferecer, Ele se encarnou na nossa história, iluminou os nossos caminhos, conduzindo-nos ao encontro da vida em plenitude.

A Primeira Leitura, retirada do Livro do Profeta Isaías, nos revela como o plano de amor de Deus foi sendo construído ao longo dos séculos através da Promessa, da Fé e da Esperança, até atingir a sua plenitude com a chegada do Messias. O profeta anuncia a chegada da luz salvadora de Deus, esta luz transfigurará Jerusalém na cidade das luzes e reunirá na cidade de Deus os povos de todo o mundo.

No Evangelho, vemos a concretização da Promessa anunciada pelo profeta Isaías: representando todos os povos, os reis magos rumam ao encontro de Jesus. A longa peregrinação dos reis magos para contemplar o Deus Menino, nos revela que também nós necessitamos fazer nossa peregrinação. Eles se mantiveram atentos aos sinais da chegada do Messias, procuram-no com esperança até encontrá-lo, reconhecem n’Ele a “salvação de Deus” e  adoram-no como “O Senhor”. A salvação que tantas vezes foi rejeitada pelos habitantes de Jerusalém tornou-se um dom que Deus oferece a toda humanidade, sem exceção. Assim como a luz tênue de uma estrela serviu de sinal, Deus se serve de diferentes sinais e se manifesta constantemente e de várias maneiras a nós. Nos sacramentos, em especial no sacramento da Eucaristia, na sua Palavra proclamada, na pessoa do sacerdote, na comunidade reunida para celebrar, nos amor caloroso e acolhedor de nossa família, etc.

Assim, na Segunda Leitura, o Apóstolo Paulo, apresenta aos efésios o plano salvador de Deus como uma realidade concreta que atinge toda a humanidade, congregando judeus e pagãos numa mesma comunidade de irmãos – a comunidade de Jesus. Daquilo que estava dividido (judeus e pagãos), Deus fez uma unidade (o Corpo de Cristo ou a Igreja).

Os reis magos representam os habitantes de todo o mundo que vão ao encontro de Cristo, que acolhem a proposta salvadora que Ele traz e que se prostram diante d’Ele. É a Igreja – somos uma família de irmãos, constituída por pessoas de todas as cores e raças, seguimos convictos a Jesus e  reconhecemo-lO como Nosso Senhor. Cabe a nós que já O acolhemos, ajudar a todos que O desejam encontrar, utilizando-nos de todos os sinais que Deus  oferece para fazer o mundo inteiro enfim saber que Ele está Vivo, Encarnado e no meio de nós.

Padre Paulo Sérgio Silva,

pároco da Paróquia são Sebastião, em Mangabeira, distrito de Lavras – CE

Posts Relacionados

Facebook

Instagram

Últimos Posts