Em Mauriti, Santuário Paroquial da Mãe Rainha realiza 21ª Romaria anual do mês de julho

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O dia 18 de julho assinala uma das maiores expressões de fé do povo mauritiense – e de outras regiões do país – que se reúne para louvar e bendizer o nome d’Aquela que é Mãe, Rainha e Vencedora três vezes admirável. A centenária devoção à Mãe Rainha nasceu em Schoensttat, na Alemanha, e espalhando-se mundo afora chegou a Mauriti, sendo firmada por entre as serras do Sítio Gravatazinho, a 18 quilômetros da sede municipal. “Deus escolheu este lugar tão simples, aqui, no meio do mato, e tem feito uma obra maravilhosa. Milhares de pessoas passam por aqui e são tocadas pela sua graça”, contou o Diácono Francisco Alves, responsável pelo movimento de Schoensttat na comunidade paroquial*.

Há dois anos consecutivos, esta Romaria tem ganhado um formato diferente, sempre adaptada ao que é permitido pelas autoridades civis e eclesiásticas no que compete ao combate da covid-19. Ano passado, por exemplo, as celebrações foram todas on-line e o complexo do santuário interditado para evitar a circulação de pessoas e um possível contágio pela doença. Já este ano, com medidas mais flexíveis, as visitações e orações foram permitidas com o distanciamento social, uso de máscaras e álcool em gel, porém, a participação nas celebrações ficou restrita apenas à comunidade local, esta disposta à capacidade de 60% de ocupação da capela Tabor da Misericórdia, onde aconteceu toda a programação. Outro diferencial é que este ano não aconteceu o novenário como de costume, mas apenas o tríduo preparatório para o dia 18, que marcou a realização da 21ª Romaria, tendo como motivação o jubileu dos 75 anos do Ideal Tabor e 25 anos do Terço dos Homens. Em nível paroquial, um gesto concreto da romaria foi a criação do grupo de acólitos do santuário.

Para o diácono Francisco Alves, esta realidade mostra que a humanidade está vivendo atualmente “tempos difíceis, mas, também, de esperança” que a Romaria volte a ser realizada com a mesma participação e empolgação do povo de Deus. Ainda assim, mesmo diante de tantas dificuldades, segundo ele, “a palavra é gratidão” a todas as pessoas envolvidas nas atividades, que não mediram esforços para que a festividade acontecesse.

Das duas celebrações que foram realizadas durante no último domingo (19), a de encerramento aconteceu às 17h, sob a presidência do Padre José Claudiano, vigário paroquial. Por ser domingo, dia do Senhor, priorizou-se a liturgia do 16º domingo do Tempo Comum. Em sua homilia, Padre Claudiano ressaltou a necessidade do homem estar sozinho em alguns momentos para que possa assim rezar e buscar mais a Deus, da mesma forma que Jesus o fez quando estava no deserto. De acordo com o sacerdote, esta busca deve ser feita constantemente e não somente quando estamos com alguma necessidade, permitindo ao Senhor que Ele conduza a nossa vida e nos guie pelo caminho mais seguro, como aponta o Salmo 22/23.

O Santuário Paroquial da Mãe Rainha foi inaugurado em 2007. Após 14 anos de sua instauração, atualmente o ambiente de oração está sendo reformado já visando a celebração dos 15 anos. A reforma acontece tanto física quanto espiritualmente e deverá ser concluída em outubro deste ano. Na dimensão física, a estrutura está passando por melhorias e alguns objetos litúrgicos estão sendo substituídos por novos. Já na espiritual, cada ramificação do movimento é responsável por fazer uma conquista espiritual e material para o santuário. A reinauguração está prevista para o primeiro domingo de novembro, no qual deverá ser reintronizada a imagem da Mãe Rainha.

*Entrevista concedida em 2018.

Por Pastoral da Comunicação – PASCOM

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