É Natal: o amor se fez carne, e habitou entre nós

Compartilhe:

HOMILIA DO NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO – ANO B

E o Amor se fez Carne, e habitou entre nós

“Nestes dias que são os últimos, Ele nos falou por meio de Filho” (Hb. 1,2).

Amados irmãos e amadas irmãs!

A liturgia deste dia sublime convida-nos a contemplar o inefável amor de Deus, manifestado na Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é a “Palavra” que se fez carne e veio habitar no meio de nós. Com seu nascimento, Jesus assume nossa natureza humana a fim de nos oferecer a vida em plenitude e nos elevar à dignidade de “filhos de Deus”.

Na Primeira Leitura, o profeta Isaías anuncia ao povo de Israel escravizado na Babilônia a chegada do Deus libertador. O mensageiro que anuncia a paz é o próprio Deus que vem ao encontro do seu Povo. Todavia, a libertação do cativeiro da Babilônia anuncia outra libertação, plena e total, que Deus vai oferecer ao seu Povo através do Messias que é Jesus. É Ele o rei que traz a paz e a salvação, proporciona uma era de felicidade sem fim. O profeta convida, pois, a substituir a tristeza pela alegria, o desalento pela esperança, a desolação pela vida plena.

Na Segunda Leitura, o autor da Carta aos Hebreus apresenta de forma poética um resumo do plano salvador de Deus. Assim, afirma categoricamente que a história da salvação alcança o seu ponto mais alto com o envio de Jesus. Ele é a “Palavra” de Deus que a humanidade deve escutar e acolher. Sendo a Palavra de Deus Encarnada, Viva e Eficaz, deve ser escutado pelos seres humanos na certeza de que é o único caminho para se alcançar a vida nova que o Pai desde o início dos tempos deseja nos oferecer. Consciente disso, toda a humanidade deve acolher o “menino de Belém”.

O Evangelho aprofunda o tema iniciado na segunda leitura e apresenta a “Palavra” viva de Deus, na pessoa do seu Filho Unigênito. Para o evangelista João, a missão do “Filho/Palavra” é restaurar a criação, eliminando tudo aquilo que é sinal de pecado, de morte, do mal e fazendo surgir um Homem Novo, que vive uma relação filial com Deus. Jesus é a Palavra que ao tornar-se carne gera um vínculo perene e inextinguível entre o ser humano e Deus. Jesus já se tornou a “Palavra” central e essencial em nossa vida ou ainda deixamos que outras “palavras” nos levem a procurar a felicidade em caminhos de egoísmo, de indiferença e de pecado?

A Encarnação é a fascinante ação de um Deus que ama de modo inimaginável. Este inesgotável amor aceita revestir-Se da nossa fragilidade, a fim de nos dar vida em plenitude. Neste dia, somos convidados a contemplar esse Deus, numa atitude de serena e assombrosa adoração, na sua revelação radical de um amor humilde e sem limites.

Celebrar este acontecimento é, antes de tudo, contemplar o amor de um Deus que nunca nos abandonou à própria sorte. Nestes tempos em que tantos caminhos se apresentam como estradas de salvação, como cristãos, precisamos alimentar em nós a certeza de que Jesus Cristo é o único Caminho, “pois não existe debaixo do céu outro nome, dado a humanidade, pelo qual devamos ser salvos” (At. 4,12).

Padre Paulo Sérgio Silva

Pároco da Paróquia São Sebastião, Mangabeira, distrito de Lavras-CE

Posts Relacionados

Facebook

Instagram

Últimos Posts