Congresso pode aprovar Dia Nacional de Santa Dulce dos Pobres

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Projeto de lei 4.028/2019 propõe que o dia 13 de março seja declarado o Dia Nacional de Santa Dulce dos Pobres no Brasil. O texto já passou pela Comissão de Educação do Senado Federal e segue agora para a análise da Câmara dos Deputados; se aprovado, precisará somente da sanção presidencial para entrar em vigor.

A data escolhida é a do aniversário de falecimento da religiosa, que partiu desta vida em 1992. Chegou a ser cogitado o dia 13 de outubro, data da sua canonização pelo Papa Francisco, mas a relatoria do projeto manteve o 13 de março porque “as tradições religiosas da Bahia já dedicam esse dia à lembrança de Irmã Dulce”.

 Vale observar que a data litúrgica de Santa Dulce não é nem 13 de março, nem 13 de outubro, mas sim 13 de agosto. O motivo dessa escolha é que o 13 de agosto já era comemorado em Salvador e em diversas igrejas e capelas de outros Estados brasileiros porque nessa data, em 1933, a Irmã Dulce havia feito a sua profissão dos votos religiosos, tornando-se freira.

Dia Nacional de Santa Dulce dos Pobres

O projeto original previa a criação de um novo feriado nacional em homenagem à primeira santa brasileira, mas, para evitar impactos econômicos, optou-se pela proclamação de um “Dia Nacional” em vez de um feriado.

Ao noticiar a iniciativa, a Agência Senado recorda que, em 1949, a Irmã Dulce usou um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio, em Salvador, para alojar 70 doentes, vindo a construir o que se tornaria depois o maior hospital da Bahia. Em 1959, foi criada a Associação Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), seguida pelo Albergue Santo Antônio. Seu trabalho foi dedicado “aos mais pobres, aos desvalidos, aos sem casa, aos que estavam na sarjeta, ao marginal, à prostituta”.

 A matéria da Agência Senado registra ainda que o trabalho da associação no campo da saúde é notável: “após 60 anos de intensos trabalhos”, as Obras Sociais Irmã Dulce contabilizam hoje “2,2 milhões de procedimentos ambulatoriais por ano e dispõem de 954 leitos em 5 hospitais”, além de oferecerem “ensino fundamental para 750 crianças e adolescentes” e fornecerem “1,7 milhão de refeições gratuitas por ano”.

Fonte: Aleteia

 

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