Celebração Eucarística na Catedral dá início ao Ano Jubilar do Colégio Pequeno Príncipe

Compartilhe:

Na noite dessa sexta-feira (02/03), na Catedral Nossa Senhora da Penha, em Crato, Dom Gilberto Pastana presidiu Santa Missa em alusão à abertura do Ano Jubilar do Colégio Pequeno Príncipe. A citada instituição pertencente à Fundação Padre Ibiapina, ligada à Diocese do Crato, cuja edificação muito se deve à Madre Carmelina Feitosa.

Junto ao bispo de Crato estava o bispo emérito, Dom Fernando Panico, Dom Edimilson, bispo de Tianguá,  Dom Javier Arnedo, bispo emérito desta Diocese, junto aos seus presbíteros, em retiro espiritual no Centro de Expansão. Padre José Adelino Dantas, presidentes da Fundação Padre Ibiapina, também concelebrou a Eucaristia. A assembleia era composta pela direção, professores, demais funcionários, alunos, pais e benfeitores do colégio.

Durante a celebração, Dom Fernando ressaltou a importância do Colégio Pequeno Príncipe para o Cariri, na construção de uma educação cristã voltada para a formação integral das novas gerações e que ao longo desses 50 anos vem seguindo os princípios da “fidelidade criativa das suas origens”. Enfatizou ainda que Madre Feitosa tem em sua vivência uma educação cristã e que isso muito contribui para o processo evangelizador e social do colégio.

O presidente da Fundação Padre Ibiapina, Padre José Adelino Dantas, comentou a importância significativa de Madre Feitosa, desde a fundação do Colégio e que tem um sentimento de gratidão por tudo que ela e seus colaboradores têm feito ao longo desses anos. Ressaltou, ainda, a importância dos bispos Dom Vicente, Dom Newton, Dom Fernando Panico e Dom Gilberto no apoio constante para continuidade dos trabalhos do Colégio na cidade do Crato.

Homenagens

Um aluno do colégio, vestido de “Pequeno Príncipe”, personagem do livro de mesmo nome, escrito pelo francês  Antoine de Saint-Exupéry, entrou na igreja carregando uma réplica do Estatuto de fundação do colégio. Junto dele, outros trouxeram a primeira logo com os dizeres “Escolinha Pequeno Príncipe” e também uma flor amarela que simbolizava o amor, respeito, amizade, valores disseminados pelo colégio.

Segundo Tibério Bezerra, pai e ex-aluno, o que mais recorda do tempo como estudante e que ainda hoje observa, junto ao filho, são os valores ensinados, como os laços de amizade e a vida cristã. Para ele, a palavra que define o Colégio Pequeno Príncipe é o amor.

Ao fim da celebração, o Pequeno Príncipe adentrou a igreja novamente levando a Madre Feitosa, elogiada por todos que prestaram homenagens, ressaltando o papel que ela desempenhou enquanto educadora, principalmente o repasse dos princípios cristãos  junto à educação do colégio.

Para Dom Gilberto, esses “ensinamentos fundamentados na fé” é o grande diferencial do Pequeno Príncipe, pois a escola “não forma apenas profissionais, mas seres humanos profissionais”. Desse modo, a celebração do início dos 50 anos do colégio é uma ocasião para “agradecer a Deus por essa instituição e pela vida daquela que foi a inspiradora: Madre Feitosa”.

Com tantas homenagens, Madre Feitosa disse que “ama a educação e o que faz”. Isso, para ela, é uma vocação. Ressaltou também que, em tempos tão difíceis, de violência, corrupção, entre outras mazelas vivenciadas pela sociedade, este é o tempo certo para “trabalhar a educação cristã”, e que essas são “tentativas de melhorar a situação do povo, diminuindo esses males que estão se alastrando gratuitamente pelo mundo”. Por fim, afirmou que o Colégio Pequeno Príncipe está apenas cumprindo o seu dever de exercer a função de educar, de servir a comunidade, sendo esse “um ato normal de fazer o bem que todos nós somos obrigados a fazer”.

Ícone da educação no Cariri

Junto a Madre Feitosa, por quase 20 anos na vice direção do Colégio Pequeno Príncipe, Dom Edimilson Neves relembrou a sua vivência ao lado da religiosa, destacando-a como “um dos grandes ícones da educação na Região do Cariri”. Para o bispo de Tianguá, Madre Feitosa é “uma mulher que aprendeu a fazer educação, uma escola para a vida”, e que o grande diferencial do Colégio é “ter uma grande mãe, uma mulher que pensa longe no campo da educação, mas que, ao mesmo tempo, tem os pés no chão. Também a considerou “uma mulher atualizada e que lê bastante”. Por fim, enfatizou: “É preciso compreender o que significa educar, formar para a vida, não só nos valores humanos, mas também nos valores divinos”.

Reportagem e fotos: Michel Monteiro Ferreira/ colaborador

Posts Relacionados

Facebook

Instagram

Últimos Posts