Faleceu ontem Mons. Vitaliano Mattioli, sacerdote italiano, missionário no Ceará, que há anos colaborava com ZENIT
Faleceu ontem, 4 de dezembro, na cidade de Recife (PE), em consequência de uma delicada cirurgia cardíaca, um nobre e santo colaborador de ZENIT, mons. Vitaliano Mattioli, na idade de 76 anos.
Nascido em Roma (1938) Vitaliano ingressou no seminário menor. Como ele mesmo dizia “Agradeço o bom Deus por ter frequentado o Seminário naquele tempo, com aquela formação forte, espartana, mas construtiva”.
Durante mais de 40 anos esteve no meio acadêmico, onde foi Vice-Reitor do Colégio Santo Apolinare para adolescentes, e professor de Teologia Moral na Pontifícia Universidade Urbaniana, em Roma. “Sempre desejei ter os pés no chão. É por isso que eu pedi para colaborar com uma paróquia em Roma, na região leste da cidade, que durou quarenta anos”, disse uma vez a ZENIT monsenhor Vitaliano.
Em sua atividade pastoral colocou atenção especial aos jovens que se aproximavam do sacramento do matrimônio. Dizia aos jovens que “o difícil não é casar, mas continuar na vida matrimonial”; e sempre se mostrou um sacerdote disponível para ajudar os casais em momentos de dificultades. Dizia: “O importante é que, nestes momentos de SOS, o sacerdote esteja sempre disponível. Deve encontrar tempo para estar. Muitos casais salvaram o seu casamento justamente por causa desta atenção e disponibilidade pastoral”.
A diocese de Crato, no Ceará, emitiu ontem uma nota de pesar pelo falecimento desse homem de Deus, “exemplo de sacerdote santo, zeloso, humilde e ajuizado”.
Na nota, assinada pelo bispo de Crato, Dom Fernando Panico, M.S.C, se destaca o grande espírito missionário que animou a vida de Mons. Vitaliano, o qual “Sobrevindo o tempo da aposentadoria, ao invés de usufruir o merecido repouso das lidas diárias no campo da educação, quis coroar um antigo sonho desde os tempos de seminário: ser missionário a serviço da Igreja na América Latina”.
Como postulador da causa de beatificação da jovem benigna, de Santana do Cariri, conhecida como a mártir da castidade, hoje mons. Mattioli se encontrou com ela pessoalmente, aquela que segundo ele mesmo, esperançoso para que a Igreja reconheça o martírio de Benigna e possa beatificá-la, “Seria a primeira beata mártir do Ceará”, afirmou em artigo que escreveu para zenit quando da conclusão do processo diocesano.
Toda a redação de ZENIT e também os nossos leitores elevam hoje a Deus uma oração pelo eterno descanso de Mons. Vitaliano, sacerdote que deixou muitas saudades por onde passou, porque passou realmente fazendo o bem às almas.





