A Vós recorremos, Santa Mãe de Deus: Paróquia de Fátima, em Crato, conclui festa da padroeira

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Há 104 anos, três pequenos pastores – Francisco, Jacinta e Lúcia – viram aparecer no céu da freguesia de Fátima, em Portugal, uma “Senhora mais brilhante que o sol”. Irradiados por essa luz, fiéis do mundo inteiro, até hoje, celebram a memória dessa aparição, a mais profética da era moderna.

Na Diocese de Crato, a primeira e única paróquia dedicada a Nossa Senhora de Fátima concluiu nesta quinta-feira, dia 13 de maio, a festa patronal deste ano, cujo tema foi convertido em súplica – “A Vós recorremos, Santa Mãe de Deus” – para ajudar os paroquianos e devotos a intensificarem as orações pelo fim da pandemia de Covid-19. Em 2020, os festejos não ocorreram por causa do alto risco de contágio.

Iniciada no último dia 3 de maio, com hasteamento da bandeira e leilão virtual, a programação foi transmitida ao vivo pelos canais digitais da Paróquia, iniciando com novena às 18h30, seguido de Santa Missa, às 19h. A capacidade da Igreja Matriz, localizada no Bairro Pimenta, precisou ser reduzida para oitenta pessoas, que tiveram acesso por meio de senhas retiradas na Secretaria Paroquial. O decreto Estadual ainda vigente prevê a ocupação de apenas 25% dos assentos.

Na quarta (12), o novenário preparatório foi concluído com a segunda edição do musical “Cantando ao Pé do Altar”, embalado pelas canções marianas do Padre Zezinho. Para culminar os festejos, a solene celebração deste ditoso treze de maio teve a presidência do bispo diocesano de Crato, Dom Gilberto Pastana, ao meio-dia. Às 18h, a Imagem de Nossa Senhora de Fátima saiu em peregrinação pelas ruas da comunidade paroquial.

“Apesar de ainda ser um tempo de dificuldade, como nós bem sabemos, é uma ocasião oportuna para a gente agradecer por estamos aqui, por termos tido a oportunidade de celebrar a festa da nossa padroeira, de renovar a nossa fé, a nossa esperança e o nosso compromisso de cada vez mais vivermos, como comunidade, em favor da vida. Por isso, é motivo de júbilo e de gratidão”, disse o pároco, Padre Aureliano Gondim.

Fortificar e consolidar a fé

Na homilia, Dom Gilberto recordou que “a festa, numa paróquia, numa comunidade, tem, como característica primeira, fortificar, consolidar, a fé de todos os membros. Por isso é um tempo forte, de aprofundamento e de crescimento no discipulado e na missão. Festa tem também como característica a confraternização, a alegria que contagia, que é perene”.

Neste sentido, chamou a atenção para alguns aspectos do Evangelho de Lucas, proclamado neste dia, associando-os ao tempo presente “para ver de que maneira nós, como comunidade paroquial, podemos aproveitar, ainda mais, da nossa existência histórica, para melhorar a nossa presença no mundo e na sociedade”.

O primeiro aspecto, pontuou o bispo, está relacionado à pressa com que Maria parte para visitar a prima Isabel, percorrendo montanhas e caminhos perigosos. Depois, o ato de entrar em casa dela e de saúda-la. Todos esses gestos, disse Dom Gilberto, são evangelizadores.

“Encontro gera fraternidade, e casa é o lugar de alegria e convivência. Hoje, em virtude da pandemia, nós não podemos sair de casa em casa, mas podemos visitar as pessoas com as possibilidades que Deus nos oferece através dos meios de comunicação social. Nada substitui o encontro presencial, mas enquanto nós não podemos fazê-lo, podemos usar o celular e a agenda dos nossos contatos, enviando pequenos textos, áudios ou mesmo chamada de vídeos. Nós podemos visitar as ‘Isabeis’ do nosso celular”, afirmou.

Assista à celebração na íntegra: 

 

Por: Patrícia Mirelly/Assessoria de Comunicação

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