Comissão Diocesana de Justiça e Paz: um dos gestos concretos do jubileu pelo centenário da diocese de Crato

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Dentro das festividades pelo centenário da diocese de Crato dois gestos concretos marcaram a caminhada das comemorações: a Fazenda da Esperança Pe. Cícero, localizada em Mauriti- CE, e a Comissão Diocesana Brasileira de Justiça e Paz/ Diocese de Crato, que trabalha em comunhão com o mesmo organismo a nível nacional dentro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em prol dos que necessitam da defesa dos seus direitos para que a paz seja promovida.

Pela vivencia em uma sociedade capitalista que define quem é o outro pelo ter e não o ser, aqueles que estão à margem deste padrão acabam sendo esquecidos e os direitos, que deveriam ser para todos, acabam contemplando uma minoria. A Comissão Justiça e Paz procura agir nesta realidade para estar atenta a qualquer violação de direito dos cidadãos, se comprometendo com o necessário acompanhamento das questões ligadas às pessoas, seja no âmbito de município ou de região onde a diocese está presente, buscando acompanhar as problemáticas existentes nas comunidades, em busca da defesa da vida.

Alguns dos membros da comissão diocesana de justiça e paz. (Foto: Patrícia Silva)
Alguns dos membros da comissão diocesana de justiça e paz. (Foto: Patrícia Silva)

A diretoria é composta por representações do campo religioso e judicial. Representando a diocese de Crato participam o bispo diocesano Dom Fernando Panico, que é o principal incentivador da presença deste organismo na diocese, o coordenador diocesano de pastoral, Pe. Vileci Basílio Vidal, e membros ligados ao ministério da caridade, pastorais sociais e caritas; representando o poder judiciário estão advogados, defensores públicos e um juiz.

Segundo Gelmar Bezerra, membro da diretoria, a Comissão Justiça e Paz é um forte instrumento de evangelização e o anima na caminhada missionária, por se considerar inquieto ao ver que muitas das injustiças acontecem pela ignorância da sociedade sobre os seus direitos. “A liberdade se dá em todos os aspectos seja econômico, político, social, cultural e religioso. Às vezes as pessoas estão tão presas que não saem de si mesmas para se abrir ao evangelho de Jesus Cristo, que vem trazer a liberdade plena. Diante desta realidade essa comissão me anima, pois ela é um instrumento de evangelização para a diocese, sobretudo na dimensão social. Às vezes percebemos uma conversão espiritual, mas que não tem ligação com a vida. É uma ‘conversão egocêntrica’. Como um leigo engajado na igreja, me animo com estes instrumentos que nos ajudam a perceber a vida na sua totalidade, na dimensão espiritual, humana, em busca da libertação total de individuo a individuo”, falou.

A Comissão Justiça e Paz terá sua sede na cúria diocesana, localizada em Crato- CE, e suas ações estarão ligadas à defensoria pública e ao ministério público.

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