Como romeiro e junto aos romeiros dom Fernando participa de sua última romaria à frente da diocese de Crato

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Neste dia 2 de novembro, encerramento da romaria de finados, os milhares de romeiros que estiveram em Juazeiro do Norte puderam participar de uma programação regada a muita fé na Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores, Paróquia São Francisco das Chagas, Paróquia Sagrado Coração de Jesus e no Horto.

Logo cedo, às 6h, dom Gilberto Pastana abriu as atividades presidindo a Santa Missa na Capela do Socorro, onde está localizado o túmulo do Padre Cícero Romão Batista. Estima-se que cerca de 100 mil romeiros visitaram, neste dia de finados, o local onde está enterrado o patriarca do Nordeste. “Essa romaria é conhecida também como Romaria da Esperança, pois acreditamos que a morte não é a última palavra. Os romeiros que visitam o túmulo de padre Cícero vão renovar a esperança na fé cristã de que a vida não acaba na Terra”, explicou o padre Cícero José da Silva, pároco da Basílica.

Dom Gilberto Pastana presidiu a celebração das 6h na Capela do Socorro. (Foto: Patrícia Silva)
Dom Gilberto Pastana presidiu a celebração das 6h na Capela do Socorro. (Foto: Patrícia Silva)

A celebração solene aconteceu às 9h, na Basílica, e foi presidida por dom Fernando Panico. Dom Fernando, um dos grandes defensores das romarias, após quinze anos de episcopado à frente da diocese de Crato, celebrou esta romaria, como a última enquanto bispo diocesano. A partir do dia primeiro de janeiro de 2017 ele passará o bastão de bispo para dom Gilberto Pastana, seu coadjutor, e fez a ele um pedido: “Dom Gilberto, dê continuidade ao que já realizamos pelas romarias do padre Cícero e da Mãe das Dores”, sendo aplaudido fortemente pelos romeiros.

Um dos momentos mais emocionantes deste dia foi a despedida do romeiro que aconteceu ao meio dia, também na Basílica. Além dos benditos e louvores próprios das romarias, os milhares de romeiros foram abençoados e aspergidos com água benta, que dom Gilberto fez questão de em meio a multidão, ir do altar até a porta principal da Igreja, para que mais romeiros pudessem receber as gotas de água, símbolo do batismo, da vida nova em Cristo Jesus.

Dom Fernando ainda recebeu várias homenagens como forma de agradecimento pelos seu pastoreio e amor pela causa dos romeiros, mas uma das mais emocionantes foi a que ele propiciou a uma romeira vinda de Gravatá- PE, a Hilda da Silva, doando a ela o seu chapéu de palha, como uma forma de agradecimentos a todos os romeiros que não medem esforços para chegar a Juazeiro do Norte. “Vou guardar bem guardado esse chapéu e o trarei todos os anos para a romaria”, disse emocionada a romeira, com a voz ainda embargada pelo choro de emoção.

Segundo padre Cícero José, cerca de meio milhão de romeiros passaram por Juazeiro do Norte durante a Romaria de Finados, a maior expressão de fé do povo nordestino, a maior do ciclo de romarias deste município.

Romeiro com a imagem do "Padim Ciço", na Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores. (Foto: Patrícia Silva)
Romeiro com a imagem do “Padim Ciço”, na Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores. (Foto: Patrícia Silva)

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