A romaria de finados, maior do ciclo de romarias de Juazeiro do Norte, está chegando ao final. Hoje, dia primeiro de novembro, na Paróquia São Francisco das Chagas, um dos locais mais visitados pelos romeiros durante esta peregrinação, a programação da noite teve início com a oração do terço luminoso.
As velas acesas e os mistérios contemplados em caminhada, no decorrer do espaço conhecido como “passeio das almas”, foi o cenário que levou os romeiros a oração. Romeiros que vieram com acompanhado da família como o senhor José Alberto, de Pernambuco, que há mais de trinta anos vem a terra do “Padim Ciço”. “Fiz uma promessa e fui valido. O padre Cícero há de me ajudar que eu ‘tô’ sempre vindo”, disse o romeiro que fez da romaria uma tradição de fé que ultrapassa gerações. E, seguindo a tradição, a filha do senhor Alberto, Ana Paula de Oliveira, também faz sua romaria anualmente à Juazeiro do Norte e com ela já traz seu filho de seis anos, que durante a procissão entoava, ainda sem saber por completo a letra, os benditos junto ao povo.

Após a meditação do terço luminoso, dom Fernando Panico presidiu a celebração naquela que foi sua última romaria como bispo diocesano, mas acalentou aos fiéis afirmando que quando estiver como bispo emérito da diocese de Crato, ou seja, a partir do dia primeiro de janeiro de 2017, ele continuará a participar das romarias. Ao expressar tamanho amor pela causa, os romeiros aplaudiram o bispo como uma forma de agradecimento. A esta reação o bispo disse: “Vocês me ensinaram muito durante estes quinze anos”.
Durante a celebração, dom Fernando ainda falou sobre o sentido da romaria na vivência do Jubileu da Misericórdia, agradeceu o zelo e entusiasmo pela organização dos frades capuchinhos e pediu que os romeiros nunca deixem de visitar Juazeiro do Norte. “A romaria do padre Cícero está em nós, depende de nós. O futuro desta romaria depende da fé de vocês. Que ela venha nos confirmar neste nosso empenho romeiro de ver a fé simples, mas forte, como verdadeiro testemunho de evangelização”, falou.

Concluindo a celebração, dom Fernando concedeu a Bênção do Santíssimo Sacramento aos milhares de fiéis que preencheram todos os espaços do pátio da Igreja Matriz, e, em seguida, com o frei Francisco Magalhães, cantaram a música “Quem é que vai?”, expressando a necessidade da confiança no amor de Deus, que não permite que nenhum dos seus naufraguem.





