O Conselho Pastoral da Diocese de Crato que é formado pelo bispo, vigário geral, coordenador diocesano de pastoral, padres representantes das cinco foranias e coordenadores diocesanos do ministério da palavra, liturgia e caridade, com seus assessores se reuniram às 8h do dia 9 de maio, na Catedral Nossa Senhora da Penha, em Crato, para refletirem sobre o projeto ecos do caldeirão e os novos passos a serem dados na caminhada do ano jubilar.
A reunião acontece de dois em dois meses com o objetivo de refletir sobre a caminhada da igreja no que se refere ao âmbito pastoral, segundo o coordenador diocesano de pastoral, Pe. Edmilson Neves.
No intuito de fazer com que a igreja tenha uma presença mais efetiva no campo social, foi discutido nesse dia o projeto Ecos do Caldeirão, que visa perceber os sinais do caldeirão do beato José Lourenço nas diversas realidades, sobretudo no que diz respeito a questão dos projetos comunitários, de defesa do meio ambiente e que estejam voltados para a produção garantindo a sustentabilidade sem agredir a natureza, pois “não podemos só celebrar, nem rezar, precisamos também agir profundamente nas transformações da sociedade”, disse o Pe. Edmilson.
Para que a igreja tenha presença fortificada nos trabalhos sociais foram citados dois projetos desenvolvidos no horto, em Juazeiro do Norte, pelo Pe. José Venturelli e a comunidade salesiana. Um envolve o reflorestamento do Horto, onde o padre já plantou cerca de 10 mil árvores e o outro ao trabalho com dependentes químicos. Sobre essa realidade a coordenadora do ministério da palavra, Francisca Silva Sampaio, disse “é um grande desafio, mas nós precisamos assumir de verdade os projetos que aqui são decididos”.
A diocese está vivenciando o ano jubilar e esse tema também foi pauta da reunião, que teve um direcionamento maior no jubileu da juventude, que será realizado dia 18 de maio em Santana do Cariri, e na peregrinação da imagem de Nossa Senhora da Penha pelas foranias da diocese.
A primeira imagem de Nossa Senhora da Penha, trazida a mais de 300 anos na missão do Miranda, que fundou a cidade do Crato com a forte influencia do Frei Carlos Maria de Ferrara, missionário capuchinho, e que se encontra na Sé Catedral, sairá pela primeira vez para visitar as cinco foranias e será coroada no dia 01 de setembro por um cardeal que vem de Roma, representando o Papa Francisco.
A peregrinação começará no dia 14 de junho, na cidade de Campos Sales, e a imagem histórica passeará em carro aberto pelas ruas das cidades. Todas as 55 paróquias da diocese receberão uma imagem da padroeira diocesana, no tamanho de 80 centímetros, que ficará permanentemente nas matrizes.
As celebrações do ano jubilar possuem dois objetivos, segundo o coordenador diocesano de pastoral. Primeiro a dimensão celebrativa por um momento tão especial, e segundo a possibilidade de ver um olhar para o futuro, “Completamos 100 anos, e agora? O que somos chamados a fazer? Analisar como podemos nos lançar, o projetar a igreja para o futuro… É tanto que o ponto alto destas celebrações será o seminário que vai acontecer em setembro e refletirá sobre o futuro da diocese de Crato. Não queremos que o jubileu se transforme apenas em uma celebração. Tem que deixar frutos”, afirmou ele.
O bispo Dom Fernando Panico não esteve presente na reunião, pois estava participando do último dia da 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil.





