No mês dedicado à missão, o auditório da Cúria Diocesana de Crato recebe na manhã desta terça-feira, dia 18, o primeiro Seminário das Águas do Cariri, promovido pelo Fórum Popular das Águas do Cariri (FOPAC) em parceria com a Cáritas Diocesana. Ente as discussões está o crescimento urbano desordenado, o uso da água destinada ao agronegócio, além da crise hídrica que tem assolado o estado e, consequentemente, o Cariri.
A partir, então, destes temas o seminário busca propostas para ampliar a participação popular, na conscientização das comunidades, sobretudo, quanto à degradação ambiental das grandes obras de transposição. Participam dos debates diversos segmentos da sociedade, entre eles, associações de moradores, sindicatos, pesquisadores, professores, estudantes, seminaristas, dentre outros.
A coordenadora da campanha “Água nossa de cada dia”, da Cáritas Diocesana, Angelita Maciel, explica que a instituição vem desenvolvendo momentos como estes a fim de mobilizar e articular as comunidades atingidas pela crise hídrica, tanto no que diz respeito à estiagem, quanto às grandes obras do governo. “Nós queremos, como Cáritas, como Igreja, denunciar o descaso, a ausência de políticas públicas que realmete atendem as necessidades do povo. Então temos o papel de fomentar estas discussões, e aí a gente faz essas parcerias, porque essa discussão não é só nossa, mas da sociedade”.
Num aceno à fala de Maciel, o pesquisador de políticas públicas sobre água, Anderson Camargo, acredita que a Igreja, a partir do ecumenismo proposto pela Campanha da Fraternidade deste ano, absorvendo as pautas e lutas das comunidades, pode contribuir “muitíssimo” para construir “resistência e releitura sobre as águas”.

Água e Casa Comum
Lançando luz às exortações do papa Francisco quanto ao cuidado com a “Casa Comum”, isto é, o meio-ambiente, o coordenador de pastoral da Diocese de Crato, padre Vileci Vidal, considera urgente pensar ações que fomentem a sustentabilidade e um “novo raciocínio” sobre a questão hídrica. “Como consumir uma nova economia a partir da água, da natureza, da ecologia e das demais questões ambientais, onde a água não seja transformada em mercadoria?”, questionou. É nesta discussão, diz o padre, que “nós vamos nos confirmando enquanto Igreja, enquanto pesquisadores, estudantes, professores, moradores, trabalhadores do campo e da cidade. Nós somos a afirmação da construção de um pensamento que nos leva ao compromisso e à responsabilidade”.
O Seminário das Águas do Cariri segue até às 15h26 desta terça-feira, com espaço aberto às discussões de políticas públicas, tendo como prioridade o uso das águas.
Programação do Seminário das Águas do Cariri
18 de Outubro de 2016
(MANHÃ)
8h01min: Café da manhã
8h32min: Testemunho: Como as obras hídricas impactaram minha vida.
9h04min: Diagnóstico da questão hídrica no Cariri (Comitê da Sub-Bacia do Salgado)
9h36min: A questão hídrica na minha comunidade (aberto ao público)
10h06min: Impactos das grandes obras hídricas na região do Cariri (Anderson Camargo)
11h07min: Política Estadual de Recursos Hídricos (Renato Roseno e Erica Pontes)
(TARDE)
12h04min: Almoço
13h15min: Trabalho em Grupo*
14h04min: Plenária final e encaminhamentos.
15h26min: Encerramento
Temas dos GT’s
01: Gênero e Águas,
02: Terra e Água,
03: Cidade de Água,
04: Agroecologia e Água
05: Política e Água.
Serviço:
Seminário das Águas do Cariri
Local: Auditório Papa Francisco na Cúria Diocesana. Rua Teófilo Siqueira, 631. Centro, Crato,
Ceará.
Data: 18 de outubro de 2016 (terça-feira)
Horário: 8h





