Festas de São Francisco na diocese de Crato

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Além de várias comunidades, na diocese de Crato três paróquias tem como patrono o pai da ecologia, São Francisco: uma cidade de Crato, outra em Juazeiro do Norte e mais uma em Salitre. Duas delas, Crato e Juazeiro do Norte, contaram com a presença de dom Gilberto Pastana nesta terça- feira, dia 4 de outubro, na celebração do dia do padroeiro.

Em Juazeiro do Norte, o bispo presidiu a missa pela manhã, às 9h, com a paróquia São Francisco das Chagas repleta de fiéis que tiveram um motivo a mais para festejarem. É que a paróquia esta vivenciando o ano jubilar pelos sessenta anos de criação, que será celebrado em 2017. Este ano o tema da festa foi “São Francisco discípulo e missionário da misericórdia”. No início da celebração dom Gilberto levou a todos o abraço fraterno de dom Fernando Panico, que “tenho certeza gostaria de estar aqui”, disse ele. Ao ouvirem estas palavras as centenas de fiéis responderam com uma calorosa salva de palmas, manifestando alegria pela recordação do bispo diocesano, que sempre buscou estar presente na vida das comunidades.

A Paróquia São Francisco das Chagas, em Juazeiro, ficou repleta de fiéis. Após a celebração aconteceu a bênção dos animais. (Foto: Patrícia Silva)
A Paróquia São Francisco das Chagas, em Juazeiro, ficou repleta de fiéis. Após a celebração aconteceu a bênção dos animais. (Foto: Patrícia Silva)

Já em Crato a celebração foi no final da tarde, às 17h, e, não diferente de Juazeiro do Norte, a paróquia São Francisco de Assis também contou com a participação de centenas de fiéis, que não conseguindo lugar dentro da Igreja acompanharam a celebração do lado de fora, mas também com grande devoção. Um grupo de crianças tendo a frente duas caracterizadas, de São Francisco e Santa Clara, presentearam dom Gilberto no final da Missa. Aqui a temática utilizada nos dias de festa foi “Francisco ensina-nos a testemunhar a misericórdia na casa comum”, e após a celebração os fiéis participaram, de forma piedosa, da procissão solene que percorreu aproximadamente três quilômetros, em um percurso de duas horas, encerrando com a bênção do Santíssimo Sacramento, em frente a Igreja Matriz.

As duas denominações “Assis” e “Chagas”, se referem ao mesmo santo que, segundo dom Gilberto, apresenta um testemunho de fé que se faz atual no mundo de hoje. “São Francisco é um santo universal. Aonde tem uma paróquia dedicada a São Francisco haverá certamente muitos fiéis porque ele nos leva a Jesus Cristo. Ele não é fim, ele é o meio, é a intermediação para levar ao encontro com o Senhor. Penso que a grande alegria de São Francisco é nos apresentar a Jesus como instrumento de santificação para todos nós”, disse.

Padre Arileudo e o dom Gilberto acompanhando, junto ao povo, a procissão de São Francisco de Assis, em Crato. (Foto: Patrícia Silva)
Padre Arileudo e o dom Gilberto acompanhando, junto ao povo, a procissão de São Francisco de Assis, em Crato. (Foto: Patrícia Silva)

No momento da paz, nas duas celebrações, dom Gilberto convidou os fiéis a darem as mãos e cantarem a oração de São Francisco. E, ao final de cada celebração, rezou com eles, a oração de Santa Faustina.

“Ó Senhor, desejo transformar-me toda na tua misericórdia, para ser reflexo vivo de Ti.

Ajuda-me, ó Senhor, a fazer com que os meus olhos sejam misericordiosos, de modo que eu nunca nutra suspeitas e não julgue com base em aparências exteriores, mas saiba descobrir o que existe de belo na ama do meu próximo e o ajude.

Ajuda-me, ó Senhor, a fazer com que os meus ouvidos não sejam indiferentes aos sofrimentos e aos gemidos do meu próximo.

Ajuda-me, ó Senhor, a fazer com que a minha língua seja misericordiosa e nunca fale desfavoravelmente do próximo, mas tenha para cada um uma palavra de conforto e de perdão.

Ajuda-me, ó Senhor, a fazer com que as minhas mãos sejam misericordiosas e cheias de boas obras, de modo que eu saiba fazer unicamente o bem ao próximo e tome sobre mim os trabalhos mais pesados e mais penosos.

Ajuda-me, ó Senhor, a fazer com que os meus pés sejam misericordiosos, de modo que eu corra sempre em ajuda do próximo, vencendo a minha indolência e o meu cansaço. O meu verdadeiro repouso seja a disponibilidade para com o próximo.

Ajuda-me, ó Senhor, a fazer com que o meu coração seja misericordioso, de modo que participe de todos os sofrimentos do próximo. Também quero sinceramente comportar-me com os que sei antecipadamente que vão buscar da minha bondade, para, quanto a mim, me refugiar no Misericordiosíssimo Coração de Jesus.

Nunca falarei dos meus sofrimentos. Instala em mim, é meu Senhor, a tua misericórdia…”

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