Consciência, liberdade, partilha: Pastoral do Dízimo

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Após o momento de oração, dom Gilberto chamou o nome de cada paróquia para conhecer seus representantes. Assim teve início o encontro diocesano para os coordenadores da Pastoral do Dízimo realizado durante a manhã de hoje, primeiro de outubro, no Auditório Papa Francisco, na cúria diocesana, em Crato.

O encontro teve como objetivo propiciar um momento de formação para os coordenadores paroquiais, a fim de que eles coloquem em prática o conteúdo nas paróquias e comunidades de base. Como assessores estiveram o bispo coadjutor dom Gilberto Pastana e o leigo membro da coordenação diocesana, Rubens Galdino.

Dom Gilberto refletiu sobre a fundamentação bíblico- teológica do dízimo. (Foto: Patrícia Silva)
Dom Gilberto refletiu sobre a fundamentação bíblico- teológica do dízimo. (Foto: Patrícia Silva)

Dom Gilberto falou sobre a fundamentação bíblico- teológica do dízimo, apresentando-o como uma contribuição e compromisso moral do cristão. “Temos que tirar a ideia de que o dízimo é um pagamento. Ele é uma contribuição. ‘Eis-me aqui Senhor para contribuir’. É um sinal de que eu faço parte da comunidade, sou responsável por ela. O dízimo deve ser doado de forma sistemática de acordo com a consciência de cada um, consciência que deve ser formada pela comunidade, pela família, acontecendo não como uma imposição, mas como uma expressão natural do amor a Cristo e aos irmãos. O dízimo pressupõem que sejamos evangelizados. O dizimista é uma pessoa que tem grande possibilidade de ser evangelizado e evangelizador”, disse.

O bispo ainda falou, fazendo o caminho dos livros da Sagrada Escritura, que o dízimo deve ser uma experiência amorosa com Deus, experiência de amor gratuito que busca dar o melhor e deve ser vivenciada na particularidade de cada um, fazendo crescer o compromisso com a comunidade. “A sociedade atual fabrica o pobre. O pobre não é pobre naturalmente. O dízimo também tem o compromisso de atuar nos problemas sociais”, falou.

Josefa Costa, da Paróquia São José do Limoeiro, partilhando a experiência vivenciada na Pastoral do Dízimo. (Foto: Patrícia Silva)
Josefa Costa, da Paróquia São José do Limoeiro, partilhando a experiência vivenciada na Pastoral do Dízimo. (Foto: Patrícia Silva)

Cada paróquia recebeu o documento 106 da CNBB, que tem como título “O dízimo na comunidade de fé: orientações e propostas”. Baseado na reflexão proposta por este estudo, Rubens Galdino conduziu o momento formativo sobre as orientações práticas para a Pastoral do Dízimo.

Rubens disse acreditar que o resultado e sucesso na implantação da Pastoral do Dizimo nas paróquias e comunidades, passa pela conscientização e organização que motiva, planeja e executa sustentado pelo tripé conhecimento- habilidade- atitude. A prestação de contas também foi visto como algo primordial, pois “o dinheiro não é meu, não é do padre, nem do bispo. O dinheiro é do povo”, afirmou o assessor.

Dom Gilberto Pastana com membros da coordenação diocesana da Pastoral do Dízimo. (Foto: Patrícia Silva)
Dom Gilberto Pastana com membros da coordenação diocesana da Pastoral do Dízimo. (Foto: Patrícia Silva)

Participaram deste momento oitenta e dois participantes, sendo vinte e dois da forania um, vinte e cinco da forania dois, dezoito da forania três, oito da forania quatro e nove da forania cinco, representando quarenta das cinquenta e cinco paróquias da diocese de Crato. Entre os participantes estiveram padres e agentes da pastoral do dízimo que também tiveram a oportunidade de partilhar as experiência vivenciadas nas paróquias.

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