“Uma chuva de graças”

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Era uma noite de céu limpo quando foi até a varanda com um livrinho antigo. O calor era farto, escorria pelo rosto. Respirou, olhou para as estrelas e fez uma prece. Disse a Santa Teresinha do Menino Jesus, mesmo sem saber direito como fazê-lo, que, por favor, pedisse ao “Jesus querido” para abrandar os efeitos de tanta ‘quintura’. Que era triste ver vegetações tão secas, pastos tão escassos e outras tantas condições de privação.

Os festejos a Santa Teresinha do Menino Jesus já havia começado e o dia de sua memória já estava próximo. Muito próximo. Quatro dias, apenas. Mesmo assim, não titubeou. No quarto dia de novena, no dia em que a Igreja comemorava a memória da florzinha branca do Carmelo de Liseux, recebeu uma rosa pelo aplicativo WhatsApp de uma pessoa muito querida e bonita. Sorriu, grata pela delicadeza com que Santa Teresinha cumulava seu coração. Mas o calor continuava farto. Chegou mesmo à casa dos 38º com sensação térmica muito maior que isso. Não desanimou. Continuou acreditando na delicadeza da florzinha branca.

No último dia da novena, antes mesmo de fazê-lo, foi à capela acompanhar outra novena, a de Nossa Senhora Aparecida. Na celebração, havia uma parte em que os participantes ofertavam flores à Santa. Como ajudava nas leituras, não pode chegar a tempo de pegar uma flor. Sentou-se, em silêncio, enquanto esperava a fila diminuir. Quando ergueu os olhos, uma menininha aproximou-se, entregou-lhe uma flor miúda, sorriu e ainda lhe deu um apertado abraço. Pouco depois, ao chegar em casa, ouviu cair uns pingos sobre o telhado. Tudo muito rápido. A previsão de chuva para aquele dia era 40%. Bem pouca, é verdade, mas Santa Teresinha estava atenta e não esquecera da prece de sua devotazinha. Tanto que, no dia seguinte, pingos, muitos pingos, caiam sem parar. A florzinha branca do Carmelo de Liseux, que prometera mandar uma chuva de rosas, de bênçãos, de graças sobre a terra, cumpria o compromisso com afinco.

Patrícia Mirelly não escreveu tudo isso para converter ninguém, seria lindo se acontecesse, mas ela respeita a cresça que cada um carrega. Ela escreveu mesmo só para propagar o quando a pequena Teresinha é ligada ao “Jesus Querido” e o quanto tem polvilhado graças em todas as almas, mesmo as mais desatentas ou tíbias. “Não pensais que nado em consolações. Ó, não! Meu consolo é não ter consolação na terra”, escreve a Santinha nas páginas da história de sua alma. E Patrícia, agora, mais do que nunca, ousa escrever na dela também.

Gratidão, gratidão sempre! Graça recebida é graça testemunhada, compartilhada e difundida.

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