Na missa do dia 1º de janeiro de 2016, na Capela Mãe do Belo Amor, em Crato – CE, foi celebrado o aniversário natalício de Dom Fernando Panico e instituído o Dia da Unidade na Diocese de Crato, entre os membros da Renovação Carismática Católica e Novas Comunidades.
Mas as comemorações não pararam por aí. Neste dia o Bispo Diocesano também decretou a ereção canônica da Capela à Santuário Diocesano da Mãe do Belo Amor, tornando-se o quinto Santuário da Diocese.
Os demais são: o Santuário Eucarístico, em Crato; Santuário de São Francisco das Chagas e Basílica Santuário de Nossa Senhora das Dores, ambos em Juazeiro do Norte; e o Santuário da Divina Misericórdia, em Barro.
Segue o Decreto do novo Santuário:
Diocese de Crato
CNBB – Regional Nordeste 1 – Ceará
DECRETO 002/2016
DECRETO DE EREÇÃO CANÔNICA DO SANTUÁRIO DIOCESANO DA MÃE DO BELO AMOR
Dom Fernando Panico, MSC
Por mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica,
Bispo Diocesano de Crato
Aos que este nosso Decreto virem ou dele tomarem conhecimento, graça e paz da parte de Deus.
Uma das mais caras tradições católicas do Sul do Ceará é a devoção popular à pequena imagem da Virgem Maria conhecida sob a invocação de a Mãe do Belo Amor, cujo início retroage ao segundo quartel do século XVIII. Uma piedosa tradição oral divulga que essa imagem foi trazida – do Convento da Penha, de Recife (PE) – para o Vale do Cariri pelo frade capuchinho italiano Frei Carlos Maria de Ferrara, que veio catequisar os índios Cariris. Infelizmente, não existem documentos sobre a origem da imagem da Mãe do Belo Amor. Também não se sabe, ao certo, se essa pequena escultura já se encontrava no Sul do Ceará, antes de 1740, ano provável da chegada de Frei Carlos Maria de Ferrara, quando fundou a Missão do Miranda, embrião da cidade de Crato.
Ressalte-se que, antes da chegada de Frei Carlos Maria de Ferrara já tinha o Vale do Cariri certa densidade demográfica, embora não possuísse ainda nenhum aldeamento ou povoado considerável, o que só veio a se formar após 1740. Mas é fato que a pequenina imagem da Mãe do Belo Amor foi venerada na humilde capela de taipa, coberta de palha, construída pelo citado frade, e que a devoção a esta invocação da Virgem Maria permanece até os dias atuais.
Em anos recentes, para assinalar a entrada do século XXI, o nosso ilustre predecessor, Dom Newton Holanda Gurgel, quarto Bispo Diocesano de Crato, tomou iniciativa de construir – na colina do sítio Páscoa, nas cercanias desta cidade de Crato, em território da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, da Batateira – uma igreja dedicado à Mãe do Belo Amor, como forma de reconhecimento aos favores concedidos pela Santíssima Virgem Maria, à população do Vale do Cariri. A construção do templo decorreu entre 1998 ao final de 1999.
Esta pitoresca capela, durante a sua curta existência, sempre tem recebido – nos fins de semana– a afluência de fiéis, atraídos pela beleza do local onde o templo foi erguido, bem como pela veneração à invocação da Mãe do Belo Amor. Recentemente, esta capela e o terreno que a circunda foram cedidos, em forma de comodato, para a Comunidade Católica Filhos Amados do Céu, que se dedica à recuperação de pessoas toxidependentes. É de se supor que a afluência de visitantes, a esta capela, tende a aumentar cada vez mais pelos tempos futuros.
Diante do que foi anteriormente mencionado, ocorreu-nos conceder a até agora capela, por tudo que ela representa o título de Santuário Diocesano da Mãe do Belo Amor, com todos os direitos e deveres próprios desta condição.
Por tudo o que foi dito acima, hei por bem erigir canonicamente, nesta data, 1º de janeiro de 2016, o SANTUÁRIO DIOCESANO DA MÃE DO BELO AMOR, a teor dos cânones 1230 a 1234 do Código de Direito Canônico vigente, como meio de oferecer aos fiéis novos caminhos de espiritualidade para a vivência da fé no amor de Deus Uno e Trino e da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus e dos homens. De acordo com os referidos cânones, em tempo oportuno, recomendo que sejam elaborados os Estatutos, a serem aprovados pela autoridade diocesana.
Dado e passado na Cúria Diocesana de Crato, sob meu Selo e minhas Armas, no dia 1º de janeiro de 2016, data em que se comemora o Centenário de Instalação da Diocese de Crato.
Dom Fernando Panico, MSC
Bispo Diocesano
Armando Lopes Rafael
Chanceler do Bispado






