E o caso dos transportes dos romeiros?

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Nas tradicionais romarias realizadas em Juazeiro do Norte- CE, os romeiros expressaram descontentamento frente à ação ostensiva do policiamento rodoviário, em virtude das fiscalizações que proíbem o uso do caminhão pau de arara. Tais ações resultaram em sérios constrangimentos na Romaria de Finados, realizada no final de outubro e início de novembro deste ano. Em virtude do fato os romeiros realizaram algumas manifestações onde interditaram vias que dão acesso ao município e ao centro da cidade.

Ao término da romaria o pároco da Basílica Nossa Senhora das Dores, Pe. Cícero José da Silva, apresentou as ações da igreja para acolher melhor os fiéis e destacou a luta para que o romeiro tenha o direito de escolher o transporte para se deslocar até Juazeiro. “Estamos nos preparando para oferecer uma melhor infra-estrutura na casa da Mãe das Dores. Além das instalações físicas, nós estamos com a luta do caminhão pau de arara”, disse.

E a luta continua. Para evitar que a cena se repita e em busca de uma ação rápida por parte do Poder Público Federal, uma comissão da Pastoral de Romaria esteve em Brasília nos dias 18 e 19 de novembro. A comissão foi composta pelo vigário geral da Diocese de Crato, Pe. José Vicente Pinto, o pároco da Basílica, Pe. Cícero José, o coordenador diocesano da Pastoral de Romaria, José Carlos dos Santos, o reitor do Santuário São Francisco das Chagas, Frei Raimundo Barbosa, e representando a Comunidade Salesiana, Padre João Carlos Perini.

Em busca de soluções para esta situação a comissão se reuniu nestes dias com representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), do Ministério dos Transportes e da Comissão dos Direitos Humanos. Participaram de reuniões com a Secretaria da Presidência da República, a Coordenadoria da Bancada Nordestina na Câmara dos Deputados e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Os Deputados Federais Arnon Bezerra e José Guimarães, também atenderam a comissão em seus respectivos gabinetes.

Uma das reuniões realizadas em Brasília. (Foto: Reprodução)
Uma das reuniões realizadas em Brasília. (Foto: Reprodução)

Diante do quadro apresentado ficou determinado, por parte dos órgãos federais, que esta situação será trabalhada em três frentes: aquilo que poderá ser feito de imediato, isto é, um contato com a polícia federal e com a ANTT, de modo a instruir os fiscais para que tenham atitude mais educativa do que ostensiva nas fiscalizações; a médio prazo, a elaboração de uma resolução; e a longo prazo, um projeto de lei a ser apresentado no Congresso Nacional, para alterar o que já existe na legislação sobre o transporte de pessoas que participam de peregrinações em todo o país.

Após a reunião, o vigário geral da Diocese demonstrou estar confiante na resolução dos fatos. “Sai de lá muito esperançoso. Acredito que se encontrará a solução plausível em curto, médio e longo prazo. Eu acredito firmemente que a solução logo virá”, afirmou.

Como fruto desta reunião também foi formada uma Equipe Permanente para pensar as saídas e resoluções das dificuldades encontradas. A equipe é formada pelo coordenador da Pastoral de Romaria da Diocese de Crato e representantes de diversos órgãos da esfera federal como a Secretaria da Presidência, do Ministério dos Transportes, da ANTT e do Conselho Nacional de Trânsito.

De imediato também ficou firmado que a Basílica enviará o calendário das romarias à equipe permanente, no intuito de que na Romaria das Candeias, que acontece em fevereiro, sejam aplicadas as soluções discutidas, evitando constrangimento aos romeiros e dando-lhes uma melhor acolhida, para que desejem voltar a terra do Pe. Cícero e da Mãe das Dores.

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