Cáritas de Crato e instituições parceiras ajudam famílias no semiárido do Piauí

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Para o Papa Francisco, é necessário dar aos povos uma estrutura adequada que lhes permita libertar-se da fome; isso será possível caso unam os esforços e trabalhem com determinação e prontidão, como também se tiverem uma abordagem que considere os direitos humanos fundamentais e a solidariedade ‘intergeracional’ como base da sustentabilidade.

É precisamente nessa afirmação que começa a saga da comunidade Serra do Inácio, no município de Curral Novo do Piauí, que achou, na convivência com o seminário, o jeito certo para “bem viver” que só pode ser mensurado a partir do estar coletivo.

Em meados de fevereiro de 2019, uma ponte entre a Cáritas Diocesana de Crato, o Instituto Votorantim, a Votorantim Energia e a Fundação Banco do Brasil levou ao projeto “Bem-viver no Semiárido”. A ideia era ousada: implantar “tecnologias sociais” com cisternas, sistema bioágua, banheiro redondo, energia solar e quintais agroecológicos, para garantir a segurança alimentar e nutricional de 26 famílias.

De junho a novembro, foram executados os devidos processos que logo vieram a tomar forma: tecnologias de captação de água de chuva para consumo, produção e reaproveitamento, que garantiram quintais produtivos, por meio dos quais as famílias têm mantido as plantações de hortaliças (coentro, tomate, cebola, rúcula, alface), favorecendo o consumo e ampliando oportunidade de trabalho e renda. E o melhor: utilizando estratégias de produção que respeitam a “casa comum”, ou seja, o meio ambiente.

O projeto, no entanto, foi além e acentuou a disposição para tempos novos, fazendo valer a condição cidadã dos moradores, sensibilizando-os para o enfrentamento e a transformação. E isso foi possível graças a um trabalho também de empoderamento da própria comunidade, que aprendeu sobre temas que envolvem a realidade: a “Identidade da agricultura familiar: Mulher e equidade de gênero e geração”; “Quintais produtivos: criação de pequenos animais”; “Agrobiodiversidade: sementes crioulas”; “Saneamento básico e saúde; Políticas Públicas e acesso a mercados institucionais (PAA e PNAE)” e “Economia Popular Solidária”.

Neste caminho, outros parceiros foram surgindo, como o Grupo de Valorização Negra do Cariri (Grunec), a Rede de Educação Cidadã (Recid) e a  Frente de Mulheres de Movimentos do Cariri.

Os processos executados reservaram à comunidade um tempo de ascensão. Ao todo, 143 pessoas participaram do projeto e já conseguem, por meio de uma cartilha agroecológica, mensurar a ampliação do seu orçamento familiar mensal.

Por: Patrícia Mirelly/Assessoria de Comunicação

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