Mãe Admirável, ó Mãe Peregrina! Devotos celebram 101 anos do Movimento Apostólico da Mãe Rainha

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Celebrada em toda a Igreja neste domingo, dia 18 de outubro, a Festa da Mãe Rainha faz alusão à fundação do Movimento Apostólico idealizado pelo Padre José Kentenich há 101 anos, na cidade de Schoenstatt, na Alemanha.

Na Diocese de Crato, de modo especial na cidade de Porteiras – CE, localizada na forania III, a data é acolhida com muito fervor e devoção. No calendário da paróquia, a celebração é tão querida e aguardada quanto a Coroação de Nossa Senhora, em maio, e a festa da Imaculada Conceição, em dezembro.

A solenidade em honra a Mãe Rainha aconteceu no pátio da Igreja Matriz que parecia pequeno para abrigar tantos devotos, vindos dos mais variados recantos do município. Em bancos organizados ao lado direito e esquerdo das ruas, em cadeiras brancas ou banquinhos trazidos pelos próprios fiéis, a cerimônia foi acompanhada ora com cânticos, ora em silêncio, ora com o maneio dos dedos que deslizavam com suavidade pelas contas do rosário.

Do singelo altar ornamentado com flores naturais, forrado com cetim dourado e branco, a imagem “de Mãe Peregrina”, como carinhosamente o título foi batizado no coração do povo, recebia os olhares afetuosos dos fiéis que pareciam encontrar “abrigo espiritual” no olhar terno da Mãe que fez de uma capelinha um “santuário de amor”.

Defronte ao altar, a devota Maria Socorro dos Santos lançava um olhar marejado para a imagem enquanto o coração parecia pôr-se de joelhos, grato e devedor aos favores alcançados. “Eu tenho muita fé e devoção a Mãe Rainha, e a principal graça foi quando eu vi meu filho liberto das grades…”. Emocionada, ela não chega a concluir a frase. A voz embarga enquanto as mãos, apressadas, são levadas ao rosto como que para esconder o pranto. Graça parecida é partilhada por outra devota, Maria Francisca da Conceição. A aposentada conta que, durante muitos anos, teve problemas em lidar com a indisciplina e agressividade do filho caçula. Hoje, depois de muitos rogos a Deus, por intermédio da Mãe Rainha, o filho, amadurecido, compreende quão doloroso fora seu comportamento com a família. “Sofri muito com ele, mas, graças a Deus, ele agora tá entendendo o que ele fez pra mim, e que a vida dele, agora, é outra”, diz.

O pároco da cidade, Padre José Sampaio, explica que a devoção a Mãe Rainha é fortíssima no município e tem transformado lares pela oração e aconchego trazido pela visita da imagem peregrina que atrai, com calor materno, todo o povo para Jesus Cristo. “Nossa Senhora já é querida no coração do povo, com os diversos títulos que ela possui, mas, nos últimos anos, o título de Mãe Rainha caiu com muita alegria no coração do povo. Todos do município onde esse movimento atinge, as famílias se colocam aqui em atitude de oração”, afirma.

Movimento da Mãe Peregrina

A Campanha da Mãe Peregrina faz parte da Obra Internacional de Schoenstatt, fundada pelo Pe. José Kentenich em 18 de outubro de 1914, em Schoenstatt, na Alemanha. O desejo do sacerdote era de que a Imagem de graças da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt tivesse um lugar de honra nos lares.

Coordenadora do movimento na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Porteiras, durante quinze anos, Mirtes Leal, orienta que para aprofundar a vivência da Aliança de Amor, centro de toda a espiritualidade do movimento, as famílias que recebem o santuário precisam fazer a reza diária do terço, compromisso do movimento, a leitura do evangelho e vivendo as graças espirituais que são recebidas através do santuário: a Graça do Abrigo ou Acolhimento Espiritual, da Transformação Interior e da Fecundidade Apostólica. É por meio dessa Aliança que as famílias podem oferecer a Nossa Senhora os esforços pela fidelidade, pela oração, e assim buscar viver na santidade e no servir.

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