É desejo do próprio Cristo: “Que todos tenham vida, e a tenham em abundância (Jo 10, 10)”. Fiel a esse propósito, a Cúria Diocesana de Crato, em parceria com Cáritas, o Conselho Regional de Contabilidade (CRC) e a Fortes Tecnologia, promoveu palestra sobre o “Setembro Amarelo”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. O evento aconteceu na manhã desta quinta-feira, dia 26 de setembro, no auditório Papa Francisco. A convidada foi a psicóloga clínica Jamile Melo Feijão. Ela falou sobre mitos, fatores de riscos e formas de abordagem.
Segundo a psicóloga, quando alguém está passando por problemas, a tal ponto de querer tirar a própria vida, alguns sinais podem ser observados, entre eles mudanças (drásticas) de humor e de padrões comportamentais. Por exemplo: se tem perdido o interesse em questões antes prazerosas, como ir ao salão, ao futebol ou sair com os amigos, além dos “alarmes e avisos verbais”, tais como: “Quero sumir”, “não aguento essa dor” e “não sentirão minha falta”. Daí a importância de tratar o tema com responsabilidade, evitando o mito de que “quem quer se matar não avisa”, de que perguntar sobre suicídio induz ao ato e que só pessoas com distúrbios o cometem.
Dados do Centro de Valorização da Vida (CVV) mostram que 32 brasileiros se matam por dia, média de 1 morte a cada 45 minutos. Essa taxa é maior do que a de vítimas de AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Diante desses números, a psicóloga Jamile Melo também ressaltou que as tentativas de suicídio ocorrem mais entre as mulheres. No entanto, os homens é que chegam a consumir o ato. Crianças, adolescentes e idosos integram a lista.
Entre os fatores de risco, Melo citou os transtornos psiquiátricos, a carga genética e o histórico familiar, sendo o abuso emocional e sexual, eventos de vida estressantes, tais como as dificuldades econômicas e a ausência de suporte sociofamiliar, os fatores mais recorrentes. Para evita-los, disse que a empatia continua sendo a melhor saída. Perguntar se há alguma forma de ajudar ou ir direto ao ponto. A psicóloga, no entanto, orienta que isso deve ser feito em ambiente seguro, uma área verde, por exemplo. E quando não souber como ajudar, ao menos se dispor a ouvir, falar sobre profissionais de saúde mental ou mesmo ligar para a emergência.
Saiba mais
O Centro de Valorização da Visa (CVV 188) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias.
Informações aqui: https://www.cvv.org.br/

Por: Patrícia Mirelly/Assessoria de Comunicação











