Mãe de uma Nação: romeiros festejam Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte

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O céu de Juazeiro do Norte pintou-se do mais lindo azul para homenagear a patrona do lugar. Na manhã deste domingo (15), a multidão de romeiros, vindos dos mais diversos lugares, reuniu-se aos pés de Nossa Senhora das Dores, na Basílica Menor, para renderem graças a Deus, por meio de Maria. A Missa Solene foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Gilberto Pastana, e concelebrada pelos padres romeiros da diocese de Crato e de outras dioceses.

A liturgia deste domingo dedica especial atenção as dores de Nossa Senhora. Presente junto a Cruz, Maria viveu e sentiu as dores e os sofrimentos de seu Filho. Padre Cícero Romão era um grande devoto de Nossa Senhora, em seu título de Virgem das Dores. “Ela foi muito querida e amada pelo padre Cicero. Ele tinha uma devoção especial por Nossa Senhora das Dores”, contou o bispo diocesano.

Uma devoção tão bela, que se expandiu e ganhou os corações de milhões de devotos. “Tudo nessa vida está interligado, então os romeiros não desassociam. Eles acabam vendo na espiritualidade do padre Cicero, uma espiritualidade mariana. A mãe que conduz Jesus, assim como o padre Cicero fez, conduziu a nação romeira para Jesus Cristo”, explicou Dom Gilberto.

Os trabalhos realizados pelo padre Cícero Romão, ao longo de sua missão, renderam a Nossa Senhora das Dores, de forma participar e carinhosa, o título de Padroeira dos Romeiros. Esse ano, a Festa e Romaria celebram 192 anos. “A resposta da participação, de como chamamos, ‘Romaria Permanente’ é a expressão e a forma do povo dizer: estamos na mesma missão. Mesmo depois de 85 anos da morte do padre Cícero. Isso mostra que o que é de Deus, permanece”, contou o reitor da Basílica, padre Cícero José da Silva.

Com dados da Sala de Informação aos romeiros, nesta Romaria, quase 19 mil pessoas estiveram presentes em Juazeiro do Norte, vindos de diversos estados do país. O Estado de Alagoas liderou o ranking, com a participação de mais de nove mil romeiros. O levantamento é referente aqueles que se cadastraram na sala de apoio aos romeiros.

Adeus, Maria!

Confiando no altar da Mãe das Dores suas graças alcançadas, seus pedidos e suas vivências nestes dias de profunda oração e fraternidade, é hora da despedida.  As doze badaladas do relógio deram início a tradicional benção do chapéu, momento em que os romeiros se despedem de Juazeiro do Norte.

O momento de despedida é também a confirmação de um retorno. O coração saudoso e os olhos marejados mostram o desejo de voltar à terra do “padim” Cicero. “É muita emoção! Foram muitas graças que eu alcancei com Nossa Senhora e meu padrinho Cicero. Desde os 16 anos eu viajo pra Juazeiro. Eu vim em janeiro, vim em julho, vim agora e eu pretendo se Deus quiser e Nossa Senhora vir no final de outubro”, contou a romeira Maria do Carmo – ‘dona carminha’, de Alagoas.

Fortalecidos pela palavra e eucaristia, agora os romeiros são chamados a como Maria dizer: “Eis-me aqui!”. A missão continua, agora levando Cristo, e a Mãe das Dores, a suas famílias e comunidade.

Ao fim da tarde acontece a Solene Procissão de Enceramento, com a imagem de Nossa Senhora das Dores, a partir das 17h, seguido de Benção do Santíssimo Sacramento e show pirotécnico no patamar da Basílica.

 

Texto: Mychelle Santos (Colaboradora)

Fotos: Rozelia Costa (Basilica N.S. das Dores)

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