5º Domingo da Páscoa: Permaneçamos unidos à vida de Jesus Ressuscitado

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HOMILIA DO 5º DOMINGO DA PÁSCOA – ANO B

PERMANEÇAMOS UNIDOS A VIDA DE JESUS RESSUSCITADO

Permanecei em mim e eu permanecerei em vós.”

Depois de nos apresentar a íntima relação existente entre Jesus, o Bom Pastor, e o seu rebanho, a Liturgia do Tempo Pascal convida-nos a aprofundar a reflexão sobre a nossa união a Cristo por meio da videira e seus ramos. Assim, compreendemos que só unidos a Cristo recebemos à vida verdadeira.

A Primeira Leitura (At 9,26-31) nos apresenta os primeiros passos de “Saulo” depois do encontro com Cristo Ressuscitado no caminho de Damasco. O esforço de Saulo para ser integrado a Igreja mostra que ser cristão é essencialmente ser membro de um corpo – o Corpo de Cristo. A nossa vocação é seguir Cristo, integrado numa família de irmãos que partilha a mesma fé, percorrendo, em comunidade, o caminho do amor. É no diálogo e na partilha com os irmãos que a nossa fé nasce, cresce e amadurece e é na comunidade, unida por laços de amor e de fraternidade, que a nossa vocação se realiza plenamente.

A Segunda Leitura (1Jo 3,18-24), aprofundando a reflexão sobre a união entre Cristo e seus discípulos, lembra-nos de que ser cristão não é apenas “acreditar em Jesus”, mas também é “amar-nos uns aos outros como Ele nos amou”, isto é, testemunhar com a vida, aquilo que o próprio Jesus viveu e ensinou. São esses os “frutos” que Deus espera de todos aqueles que estão unidos a Cristo, a “verdadeira videira”. Para permanecer unido a Cristo é essencial praticarmos as obras do amor. Assim permaneceremos unidos a Cristo e saberemos que a vida de Cristo age no mundo através de nós.

No Antigo Testamento, a “videira” era símbolos do Povo de Israel, o qual Deus plantou na Terra Prometida e cuidou sempre com amor (Conf: Sal 80,9.15 / Is. 5,1.7/Jer. 2,21 / Ez. 17,5-10 / 19,10-12 / Os. 10,1). A partir dessa profunda imagem, o Evangelho (Jo 15,1-8) apresenta Jesus como “a verdadeira videira” que produz os frutos que Deus anseia, dos quais nascerão os ramos que formarão um novo Povo. Desse modo, convida os discípulos a permanecerem unidos a Cristo, pois é d’Ele que recebem a vida plena. Se permanecerem em Cristo, os discípulos serão verdadeiras testemunhas no meio da humanidade, da vida e do amor de Deus. No entanto, para que os ramos produzam bons frutos devem permanecer unidos a Cristo (a Videira) recebendo dele a “seiva”, isto é, a vida verdadeira, o Espírito Santo. Pela vivência do Evangelho, os discípulos devem manter sua identificação com Jesus Cristo por meio da comunhão, da solidez na fé, da constância e da continuidade de sua missão.

Permanece unido a Jesus quem acolhe no coração a proposta do Reino de Deus e compromete-se com uma vida de entrega a Deus e aos irmãos, até à doação completa por amor. Quem rompe a comunhão com a Videira, trilha caminhos de egoísmo, de individualismo, de pecado e acaba por se tornar um ramo seco, sem vida; não produz frutos de amor, mas de morte, de miséria e de corrupção. São discípulos que se comprometeram com Cristo, depois desistiram de O seguir. Para João, é preciso então “limpar” estes ramos através da conversão. Como realizar esta “poda” ou conversão? Comparando a nossa vida com a Vida de Jesus e com a sua Palavra para verificar se estamos de fato em comunhão com Ele.

Permaneçamos, pois, abertos na docilidade ao Espírito Santo para que o Pai, com a sua graça benfazeja, converta e mantenha permanentemente nossa comunhão com Jesus Cristo, nossa Videira e Vida Verdadeira.

Pe. Paulo Sérgio Silva

Paróquia Nossa Senhora da Conceição –  Farias Brito

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