23º Domingo do Tempo Comum: a salvação e a libertação vêm de Deus

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REFLEXÃO PARA O 23º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B

A SALVAÇÃO E A LIBERTAÇÃO VÊM DE DEUS

Ele tem feito bem todas as coisas: aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”.

A liturgia deste domingo nos revela que Deus tem um plano salvador e libertador para promover a vida e a felicidade do ser humano. Seu desejo é continuamente nos recriar e transformar até que todos nós alcancemos “à estatura do Cristo em sua plenitude” (Ef.4,13).

Na Primeira Leitura (Is 35,4-7a) o profeta Isaías convida o povo de Israel, exilado na Babilônia, soterrado na dor e no desespero, a permanecer com a esperança acesa, pois Deus não tardará a vir para libertá-lo e para reconduzi-lo a sua terra. Nas imagens usadas pelo profeta (cegos que voltam a enxergar, surdos que voltam a ouvir, coxos caminhando, mudos cantando com alegria, o deserto transformando-se em terra fértil) vislumbra-se uma vida nova abundante, transformadora, que Deus, em seu perdão, oferecerá novamente ao seu povo.

Na Segunda Leitura (Tg 2,1-5) São Tiago fala sobre a necessária coerência que deve existe entre fé e vida. Como exemplo, afirma que favorecer pessoas ricas, enquanto se despreza os pobres, é uma atitude inaceitável na comunidade cristã, uma vez que a fé em Jesus Cristo não admite acepção de pessoas, ou seja, escolha, preferência. Aqueles que decidiram seguir Jesus e acolheram sua proposta, devem viver no caminho do amor, da solidariedade e da doação. Assim, somos convidados a não marginalizar ninguém e a acolher os pequenos e os pobres com especial bondade.

No Evangelho (Mc 7,31-37) contemplamos Jesus cumprindo o plano salvador de Deus Pai, encontrando um surdo-mudo. Provavelmente, trata-se de um homem pagão, pobre e desprezado. Em seu gesto, Jesus revela quebrar as barreiras que impediam o encontro e a convivência fraterna com as pessoas de etnias, religiões e culturas diferentes. O ato de falar e ouvir é o meio de comunicação que mais utilizamos. Por isso, o surdo-mudo é apresentado como um homem que tem dificuldade em estabelecer laços, de partilhar, de dialogar e de se comunicar. Ele representa todos aqueles que, por diversos motivos, vivem fechados aos clamores de Deus e de coração fechado ao relacionamento humano.

A atitude de Jesus Cristo nos faz compreender que Deus não aceita que fiquemos fechados no egoísmo e na autossuficiência, rejeitando trilhar o caminho do amor, da fraternidade e da comunhão. Ao curar o homem, Cristo o devolve ao convívio porque o torna capaz de se comunicar e de criar laços familiares e comunitários com Deus e com todos os irmãos.

Diante da ação misericordiosa de Deus – que restaura a dignidade dos que foram feridos pelo pecado – devemos seguir o seu exemplo em promover mais a comunicação, a acolhida e dizer como a multidão no final do evangelho: “Ele tem feito bem todas as coisas.

Pe. Paulo Sérgio Silva

Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Farias Brito

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