12º Domingo do Tempo Comum: O nosso auxílio está no nome do senhor

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HOMILIA DO 12º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B

O NOSSO AUXÍLIO ESTÁ NO NOME DO SENHOR

Começou a soprar uma ventania muito forte; Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro.”

“Será que Deus vai rejeitar-nos para sempre? E nunca mais nos há de dar o seu favor? Por acaso, seu amor foi esgotado? Sua promessa, afinal, terá falhado? Será que Deus se esqueceu de ter piedade? Será que a ira lhe fechou o coração?”. Assim canta o poeta no salmo 76 (77) e que tem suas indagações inteiramente respondidas pela Palavra de Deus que refletimos hoje. Deus preocupa-se e age diante de nossas tribulações. Ele permanece ao nosso lado nos momentos de sofrimento, cuidando com amor de pai e oferecendo-nos a vida e a salvação a cada passo.

A Primeira Leitura (Jó 38,1.8-11) pode aparentar um ato de humilhação de Deus para com o seu servo fiel, Jó, mas trata-se de um engano.  O objetivo do diálogo é responder às questões trazidas por ele e fazê-lo perceber a insensatez de tantas críticas. Ao recordar a Jó a sua onipotência, Deus apresenta sua transcendência e majestade, ao mesmo tempo em que mostra à criação um plano amadurecido, fruto de sua infinita sabedoria. Assim, o ser humano, na condição de finitude, deve buscar compreender o sentido dos planos divinos, entregar-se a eles com humildade e confiança, descobrindo que lugar ocupa neste plano de amor.

O que realmente impulsiona o Apóstolo Paulo? Qual a razão do seu ministério? Porque insiste em anunciar o Evangelho mesmo em meio a tantas calúnias, rejeições e incompreensões? (2Cor 5,14-17). É a confiança plena na presença Deus, fruto do encontro pessoal com Jesus Cristo. A partir dessa experiência, Paulo garante-nos que o nosso Deus não é um Deus indiferente, que nos deixou abandonados à desgraça do pecado. A ação de Jesus — que liberta do egoísmo escravizador ao nos propor a liberdade do Reino — revelou Deus que nos ama e quer nos conduzir ao caminho da vida.

Quando refletimos sobre o mundo diante do sofrimento ficamos com a sensação de que nos encontramos em constante caos. Diante dessa realidade, viramo-nos para Deus e às vezes O acusamos de estar ausente e indiferente. No Evangelho (Mc 4,35-41), Marcos lança um olhar catequético sobre a realidade da caminhada dos discípulos em missão no mundo. A atuação de Jesus Cristo nos garante que os discípulos nunca estão sozinhos a enfrentar as tempestades que todos os dias se levantam no mar da vida e da missão da Igreja. Os discípulos erraram porque só lembraram da presença de Jesus quando se viram numa situação desesperadora. O mesmo acontece conosco. Às vezes somente diante de uma catástrofe recorremos a Deus para que nos salve e interfira milagrosamente pacificando o caos. Assim como eles na barca, esquecemos a presença constante e permanente de Deus na nossa vida e na missão.

Ainda não tendes fé?”. Ter fé é estar consciente da presença de Jesus ao nosso lado em todos os momentos e não apenas quando necessitamos de uma intervenção imediata e “mágica” para nos livrar das dificuldades. Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?”. A pergunta dos discípulos é a interrogação que todos devemos fazer.  Afinal, é impossível que nos deparemos com a pessoa de Jesus sem nos interrogar sobre quem Ele é. E o Evangelho fornece a chave do mistério da sua Pessoa.

Esse mesmo Evangelho, que é Palavra de Salvação, convida-nos a viver uma fé otimista, fruto da certeza de que Cristo permanece no meio de nós. Sua presença permanente, cujo ápice é a entrega da própria vida na cruz-gesto, deve nos conduzir a segui-lO pelo mesmo caminho. É indispensável sempre olhar para a frente como o Apóstolo Paulo e deixar-se guiar pela certeza da presença constante de Deus em nossa vida.

Pe. Paulo Sérgio Silva

Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Farias Brito

 

 

 

 

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