Reflexão para o Domingo da Divina Misericórdia

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HOMILIA DO 2º DOMINGO DA PÁSCOA – ANO B

DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA

“A paz esteja convosco. Como Pai me enviou, também eu vos envio.”

A liturgia deste domingo, celebrando a Divina Misericórdia, apresenta-nos a comunidade de “Seres Humanos Novos”, que nasce da Cruz e da Ressurreição de Jesus: a Igreja. A missão dessa comunidade consiste em revelar à humanidade a vida nova que surge da ressurreição.

Na Primeira Leitura, Lucas apresenta a comunidade cristã de Jerusalém com os traços da comunidade ideal: é uma família formada por pessoas de raça e tribos diferentes, mas que vive a mesma fé “num só coração e numa só alma” (At.  4,32). Trata-se de uma comunidade que vive intensamente os ensinamentos do Senhor Jesus e manifesta essa vivência com o amor fraterno que ecoa em gestos concretos de partilha, de doação e de serviço que, dessa forma, testemunha a graça transformadora da Ressurreição de Jesus Cristo.

Na Segunda Leitura, São João, escrevendo para uma de suas comunidades, aprofunda a reflexão da Primeira Leitura enquanto recorda aos membros da comunidade cristã quais são os critérios que definem a vida cristã autêntica: o verdadeiro discípulo é aquele ama a Deus, que acolhe com convicção à proposta de salvação e sabe que, por meio de Jesus Cristo Ressuscitado, Ele fez a humanidade. Esse amor a Deus é manifestado no amor vivencial e concreto para com os irmãos e irmãs.

No Evangelho, João expressa a centralidade de Jesus, Vivo e Ressuscitado, na comunidade cristã.  É em torno d’Ele que a comunidade se estrutura e reergue-se em meio a desolação. Ele mesmo lhes doa a vida nova por meio do sopro do Espírito Santo, animando-os e tornando-os capazes de enfrentar as dificuldades e as perseguições. Por outro lado, é na vida da comunidade (na sua liturgia, no seu amor, no seu testemunho) que os homens encontram as provas de que Jesus está vivo.

Mas como se chega à fé no Ressuscitado? Pode-se fazer a experiência da fé em Cristo vivo e ressuscitado na sua Comunidade, que é o lugar onde se irradia naturalmente o amor de Jesus. Tomé representa todos os que vivem fechados em si próprios e que não acreditam no testemunho da comunidade, recusando-se a acreditar nos sinais de vida nova que se manifestam nela. Na atitude egoísta, recusa-se entrar e participar da mesma experiência e exige obter (semente para si próprio) uma demonstração particular e privilegiada de Deus. Mas é o mesmo Tomé quem vivencia a experiência de Cristo vivo no interior da comunidade.  Isso só se torna possível porque, no domingo seguinte, ele volta a estar com a sua comunidade. Reunir-se com Jesus e sua comunidade é uma indicação que toda comunidade é convocada para celebrar a Eucaristia, pois somente no encontro com a fraternidade, com o perdão dos irmãos, com a Palavra proclamada, com o pão partilhado é que se faz a experiência com Jesus ressuscitado.

Para refletirmos: O que a nossa comunidade tem testemunhado? Quem procura Cristo ressuscitado, está o encontrando em nós? O amor de Jesus transparece nos nossos gestos e nas vidas de nossas comunidades?

Pe. Paulo Sérgio Silva

Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Farias Brito

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