Procissão dos transportes marca o penúltimo dia da romaria de Nossa Senhora das Dores

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Durante a festa da padroeira de Juazeiro do Norte vários grupos expressam seu carinho pela Mãe das Dores de diversas formas, uma delas é a procissão com os transportes dos romeiros que tradicionalmente acontece no dia 14 de setembro, desde 1974, percorrendo as principais avenidas do município.

Como de costume os romeiros enfeitam os carros, ônibus, caminhões pau de arara. Colocam a imagem do padre Cícero, da Mãe das Dores, usam bandeirolas nas mais diversas cores para demostrarem a alegria por estarem no Juazeiro do “Padim Ciço”. Os juazeirenses por sua vez ficam nas calçadas das ruas aguardando os bombons, pirulitos e pipocas jogados pelos romeiros que estão nos transportes.

Dom Gilberto Pastana abençoando os transportes antes do início da carreata. (Foto: Patrícia Silva)
Dom Gilberto Pastana abençoando os transportes antes do início da carreata. (Foto: Patrícia Silva)

“Nós pedimos que esta tradição seja respeitada , que seja um momento de confraternização onde o romeiro expresse o carinho e o juazeirense acolha aqueles que são os protagonistas. É preciso vir para fazer esta experiência e também como os romeiros demostrar o nosso carinho a Mãe das Dores, nossa padroeira e padroeira da Nação Romeira”, disse o padre Cícero José da Silva, pároco da Basílica.

Para participar da carreata dos bombons, como também é conhecido este momento, não existe limite de idade. Fátima Vitória, de 4 anos, já está acompanhando a tradição e com a mãe, próximo ao 2º Batalhão da Polícia Militar, local onde aconteceu a bênção dos carros, chegou cedo e ficou esperando ansiosa a carreata começar. “Eu vim pegar bombons que os romeiros vão jogar”, disse ela.

Dom Gilberto saudou os romeiros, entrou em alguns ônibus. (Foto: Patrícia Silva)
Dom Gilberto saudou os romeiros, entrou em alguns ônibus. (Foto: Patrícia Silva)

Até o bispo dom Gilberto Pastana, que fez questão de acompanhar também este momento da romaria, não fugiu da tradição e pegou o seu. Após a bênção ele, com o padre Cícero José, foram apreciar a criatividade dos devotos do padre Cícero e da Mãe das Dores. Andaram pelo quarteirão olhando a fileira de carros e ônibus. O bispo saudou os romeiros e entrou em alguns ônibus. Em um deles, onde estavam romeiros alagoanos, ganhou um bombom fazendo parte assim, de forma concreta, da procissão dos bombons. “Tudo isso gera alegria,  contentamento. Aqueles que pegam dos bombons que dê um a quem não pegou. Que a gente crie esse laço, esse exemplo de partilha, solidariedade e amor”, disse ele sobre este momento.

Dom Gilberto ainda expressou o desejo de que todas estas expressões e tradições vivenciadas nas romarias de Juazeiro, possam fortificar os laços fraternos, a amizade e o compromisso com o Reino.

No ônibus que tinha romeiros alagoanos, dom Gilberto ganhou um bombom participando de forma concreta da procissão dos transportes. (Foto: Patrícia Silva)
No ônibus de romeiros alagoanos, dom Gilberto ganhou um bombom participando de forma concreta da procissão dos transportes. (Foto: Patrícia Silva)

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