Missa Crismal: sinal de unidade, de pertença e de esperança

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A Diocese de Crato está em festa. São 106 anos de criação canônica completados nesta terça-feira, dia 20 de outubro. Nesta mesma data, há mais uma comemoração: sete anos da cerimônia de dedicação a Deus da Sé Catedral de Nossa Senhora da Penha. Em meio a este júbilo, Dom Gilberto Pastana reuniu o presbitério (padres e diáconos) para a Missa do Crisma e da Unidade. A cerimônia aconteceu no início da manhã, restrita ao Clero e à equipe de liturgia como medida de segurança contra a pandemia do novo coronavirus. Tradicionalmente, ela é celebrada na manhã da Quinta-feira da Semana Santa, segundo o Missal Romano, e compreende dois aspectos: os Santos Óleos, que estão no centro da ação litúrgica, e a unidade eclesial.

“Após alguns adiamentos, dada a situação da pandemia, hoje, finalmente, realizamos, com gratidão, esta missa da unidade, oportunidade que temos para fazermos um verdadeiro e esperançoso encontro com o Senhor, renovando n’Ele e por Ele as nossas promessas sacerdotais”, explicou Dom Gilberto durante a homilia.

Mas este tempo, segundo o bispo, não impediu de reforçar o sentimento de pertença, de comunhão e de esperança na missão. “O distanciamento que estamos experimentando não deve ser sinônimo de fuga nem de fechamento em si mesmo. A esperança depende também de nós e exige que nos ajudemos uns aos outros a mantê-la viva e ativa”.

Aos sacerdotes, que nesta celebração renovaram as suas promessas de obediência e de fidelidade à Igreja, no serviço ao povo, Dom Gilberto exortou: “Cabe a nós assumir a responsabilidade pelo futuro e projetá-lo como irmãos. Coloquemos nas mãos do Senhor, como oferta santa, a nossa fragilidade, a fragilidade do nosso povo e a fragilidade de toda a humanidade”.

A este dia de júbilo e ação de graças, somaram-se a vida do bispo emérito, Dom Fernando Panico, que conduziu a Diocese por quase quinze anos, e os sacerdotes residentes fora, em missão ou em estudo. Também foram apresentadas ao altar do Senhor os 37.660 casos e 716 mortes por Covid-19 registrados nos 32 municípios que compreendem o território diocesano.  Não são meros dados estatísticos – disse o bispo – são pessoas com seus nomes, rostos, histórias e vidas partilhadas.

Para saber mais

Há 106 anos, a Bula Pontifícia “Catholicae Eclesiae”, do Papa Bento XV, criou a Diocese de Crato, desmembrando-a da Diocese do Ceará, hoje Arquidiocese de Fortaleza. Ela a primeira criada no Estado e a 15ª no Nordeste. Cinco bispos a conduziram nestes anos de história: Dom Quintino Rodrigues, Dom Francisco de Assis, Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, Dom Newton Holanda Gurgel (in memória) e Dom Fernando Panico, emérito. Dom Gilberto Pastana é o atual bispo diocesano.

Nas terras caririenses, a evangelização semeada pela Igreja de Crato é marcada pelo lema: “Romeira e Missionária”, expresso na forte piedade popular das romarias da Mãe das Dores e do Padre Cícero Romão, em Juazeiro do Norte, do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, em Crato, da Mãe Rainha, em Mauriti, de Frei Damião, em Araripe, e de Benigna Cardoso, em Santana do Cariri, cujo processo de beatificação já foi aprovado pelo Papa Francisco, aguardando, apenas, a cerimônia de oficialização.

No transcorrer da sua história, a Diocese de Crato também contou com inúmeros testemunhos de homens e de mulheres que, em virtude do seu batismo, responderam generosamente à missão de “discípulos e missionários do Senhor”, como pedem as diretrizes da ação evangelizadora da Igreja no Brasil.

Leia mais aqui: https:// diocesedecrato.org/historia/

Também em 20 de outubro, há sete anos, a Sé Catedral Nossa Senhora da Penha era dedicada a Deus na abertura do ano jubilar da Diocese de Crato. A cerimônia foi presidida pelo então bispo diocesano, Dom Fernando Panico, que ungiu o novo altar colocando nele relíquias de São Pio de Pietrelcina, de mártires alagoanos, da beata Albertina Berkenbrock, de São Leonardo de Porto Maurício, de Santo André Apóstolo, de São Leopoldo Mandic, da beata Nhá Chica e de Irmã Dulce.

Catequese

A Missa do Crisma (Crismal ou dos Santos Óleos) compreende dois aspectos: os Santos Óleos, que estão no centro da ação litúrgica, e a unidade eclesial. No primeiro, há a consagração do óleo que confere o Espírito Santo àqueles que recebem o sacramento da Confirmação, da Ordenação Sacerdotal e da Ordenação Episcopal. Além do Crisma, do qual provém o nome da celebração, os óleos utilizados no ritual do batismo e da unção dos enfermos também são abençoados. Os Santos Óleos são fabricados a partir do óleo de oliveira. Ao óleo do Crisma é acrescentado um bálsamo da Terra Santa, um perfume do tempo de Jesus, chamado “nardo”.

No segundo aspecto, os sacerdotes renovam diante do bispo as promessas de fidelidade a Deus e à Igreja, no serviço ao povo, feitas no dia da Ordenação. Atualmente, a Diocese de Crato congrega 116 padres, dois quais 76 estão ativos, sete são eméritos, onze residem fora e 22 pertencem a alguma congregação religiosa. Junto aos 39 diáconos permanentes e quatro transitórios, eles estão unidos ao bispo pelo vinculo sacramental e constituídos seus primeiros colaboradores no serviço pastoral e de evangelização.

Por Jornalista Patrícia Mirelly / Assessoria de Comunicação 

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