Coroação de Nossa Senhora é dia santo na Paróquia de Porteiras

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O visitante que chega a Porteiras, município localizado a 50 km de Crato, sede diocesana, é acolhido pela Imagem da padroeira do lugar, Nossa Senhora da Conceição, entronizada em um arco de ferro que demarca a entrada da cidade. E não só. A padroeira está no hino do município e nos anais da História, quando outrora um de seus títulos dogmáticos deu nome à antiga freguesia, chamada “Conceição do Cariri”.

No último dia de maio, após um mês inteiro de “exercícios marianos”, é a Coroação de Nossa Senhora umas das cerimônias mais aguardadas no calendário litúrgico e civil. É “dia santo” para os paroquianos e feriado municipal. Para favorecer a participação do bispo diocesano, o pároco, Padre José Sampaio, antecipou a data para esta terça-feira, 30 de maio.

A tarde vai caindo quando os primeiros devotos chegam ao local da cerimônia, vindos em caravana, da zona rural. Quando já é noite, chegam os devotos da cidade e da circunvizinhança.

No largo da Matriz, o altar é ornado com muito gosto e esplendor. Sobre ele, Dom Magnus Henrique oferece a Deus a Eucaristia, concelebrada por outros sacerdotes. Na assembleia, os fiéis acompanham e participam com piedade e devoção.

O rito da coroação começa após a Santa Missa. Uma estrutura forrada com tecidos brancos e azul-celeste, ordenada com rosas e lírios, forma a escadaria celeste sobre a qual crianças vestidas de anjos vão subindo e preenchendo os espaços em redor da Imagem Primitiva de Nossa Senhora, de onde são entoados quatorze hinos sustentados por um coro de mulheres. Elas ficam embaixo, nas laterais, porque são as crianças e pré-adolescentes, simbolizando astros celestes, que conduzem as melodias.

O penúltimo hino assinala ao povo devoto o cume da cerimônia, quando a coroa, incrustada a uma estrela, desce da torre da Matriz até chegar às mãos de dois anjos. Difícil é conter a emoção. “Aceitai essa coroa, Virgem Santa, Mãe querida, que nos seja, ó Rainha, o penhor de eterna vida”.

Essa forma ritual, simbólica e solene, que inclui a santa missa, dura quase três horas. Não há, porém, qualquer enfado ou cansaço nos olhos dos fiéis. O que há é um desejo comum: render graças e pedir bênçãos à Bendita Padroeira.

“É bastante esperado este momento. Gratificante, tradicional”, resume o pároco, Padre José Sampaio.

Homilia do bispo

Dom Magnus Henrique proferiu uma homilia Mariana e espiritual, para exortar os fiéis a cada vez mais alimentarem no coração o desejo de honrar Nossa Senhora.

Repleta da Graça de Deus, Maria não tem espaço para o pecado, ensina o bispo. “Vejam como esta mulher é importante diante de Deus. Está no Evangelho […] por isso cantamos louvores a Deus, porque Ele nos deu esta Mãe. Bendito ventre d’Esta Mulher que nos deu a Luz, que é Jesus”.

A grandeza de Maria – continua o pastor diocesano – está em saber ouvir. “Eis-me aqui, faça em mim segundo a tua palavra. Não adianta celebrar esta noite tão bonita, se não estamos dispostos, como Maria, a dizer ‘sim’ a Deus […] só seremos capazes de fazer a vontade de Deus se tivermos uma vida de oração, se tivermos fé. Maria foi a ‘mulher do sim’ e também nos ensina a dizer sim”.

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