Unidade e formação do clero marca a caminhada centenária da Diocese de Crato

Atendendo ao apelo do Papa Francisco para a unidade e formação permanente do clero, padres da Diocese de Crato participam, junto ao pastor diocesano Dom Fernando Panico, do encontro de formação para o clero que acontece no Centro de Expansão Dom Vicente de Araújo Matos, em Crato- CE, nos dias 6, 7 e 8 de outubro. O encontro tem como formador o Bispo Emérito de Blumenau, Dom Angélico Sândalo Bernardino, que discute como tema central “Reflexão sobre o trabalho e a espiritualidade presbiteral”.

Dentro dos 100 anos da Diocese de Crato uma das preocupações cotidianas é a formação dos presbíteros, pois os estudos dos padres não devem parar com a formação adquirida no Seminário. A partir do momento em que se vê na formação contínua um passo para o crescimento na fé do clero e dos fiéis, se possibilita uma maior atuação no campo de missão, que torna o clero mais preparado para testemunhar seu compromisso com a igreja e alimenta a comunhão presbiteral, segundo Dom Fernando.

Para o representante do clero, Pe. Benedito Evaldo Alves, o encontro formativo é como uma fonte que interliga aqueles que estão a serviço da evangelização e traz como objetivo principal “fazer com que este presbitério tenha comunhão, vivencia de compromisso e construção do Reino de Deus”.

O formador do encontro falou que o presbítero é convocado a entregar a vida em uma intensa vida eucarística, de seguimento e união a Jesus, tendo a espiritualidade repleta de esperança e alegria, anunciando a todos que Deus é bom, é Pai e que todos são irmãos. “Os presbíteros precisam ser entusiastas e totalmente entregues a causa da construção do Reino de Deus e, para isso, é preciso que se viva intensamente a caridade pastoral que, segundo o Concilio Vaticano II, é o ponto unitivo entre o trabalho e a espiritualidade”, disse.

Clero da Diocese de Crato no encontro de formação. (Foto: Patrícia Silva)
Clero da Diocese de Crato no encontro de formação. (Foto: Patrícia Silva)

A Diocese é entregue ao Bispo, sucessor dos apóstolos, com o seu presbitério para que nela atue a Igreja de Deus, que forma um corpo para anunciar Cristo ao longo dos séculos. Dentro das comemorações pelo ano centenário, Dom Angélico parabenizou a Diocese de Crato pela constante preocupação com a formação continuada dos padres, dispondo de formação atualizada. Lembrou a todos da necessidade de que esta formação continue e abranja os campos humano afetivo, teológico, bíblico, litúrgico e de uma maneira geral o aspecto da missão. “Vocês estão demonstrando uma acolhida a atualíssima palavra do Papa Francisco a sermos presbíteros atualizados”, afirmou.

Dom Angélico incentivou o clero a não desanimarem mediante as situações difíceis vivenciadas na missão. “Sempre digo, quando falo aos padres, que não podemos desanimar, temos nossas limitações, mas temos muito mais qualidades. Gosto de citar o grupo de Jesus. Se eu fosse o coordenador deles eu já teria mandado embora pelos menos meia dúzia. O primeiro era o que tinha o instinto de autoafirmação muito exacerbado. Quando Jesus disse que eles haveriam de abandona-lo, Pedro falou que ‘todos poderiam abandoná-lo, mas eu não’, e ele foi o primeiro a negar que conhecia Jesus. Eu teria dado um puxão de orelha em Pedro. Outros dois eram irmãos, Tiago e João, e pediram a sua mãe, assim como fazem alguns políticos que apadrinham parentes, que Jesus os colocasse a sua direita e a sua esquerda, quando assumisse o Reino. O outro era meio burrinho, teologicamente falando, Felipe, que mesmo depois de muita catequese ainda chegou a Jesus e disse ‘Mostra-nos o Pai’. O outro sempre chegava atrasado nas reuniões, era Tomé. E finalmente tinha outro que colocava dinheiro na meia e na cueca, Judas. Jesus não mandou ninguém embora. Acolheu a todos e, é impressionante, quando receberam o Espírito Santo deram a vida pela causa. É por ai que nossos queridos irmãos presbíteros são convidados a caminhar”.

Um grande passo que está sendo dado e que é trabalhado através do encontro de formação, é a implantação da Pastoral Presbiteral, para firmar ainda mais a comunhão do clero, que sendo fruto de uma caminhada centenária, abraça a missionariedade como causa essencial para anunciar o evangelho de Cristo como irmãos.

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