“Terço dos Homens” reúne multidão em Romaria Diocesana

Na manhã deste domingo (2/12), o primeiro do Advento, a devoção à Mãe Rainha de Schoenstatt reuniu mais de 1.600 homens das cinco regiões forâneas da Diocese de Crato, para segunda edição da romaria, este ano realizada na Paróquia São José, em Missão Velha.

As mulheres também participaram, mas os homens eram maioria. Com chapéu de palha na cabeça e terço na mão, eles meditaram os mistérios gloriosos, preparando o coração e o espírito para a Santa Missa, presidida pelo bispo Dom Gilberto Pastana, concelebrada pelo pároco, Padre Antônio Luiz do Nascimento, e assessor eclesiástico do Movimento de Schoenstatt, Padre José Ricardo Barros, e o pároco de Salitre, Padre Tarcísio de Sales. 

Na homilia, o pastor diocesano disse que o Terço dos Homens tem se revelado também como força de transformação e de verdadeiras conversões. Mas, para que ele continue a crescer, é necessário testemunho e coragem para convencer outros homens: “Levem, também, essa devoção para suas famílias! Falem como era a vida de vocês antes de participar e como tem sido a sua vida, agora. Deem esse testemunho! Como no Evangelho de hoje [Lc 21,25-28.34-36]: ‘ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem’”.

Além da Santa Missa, a  programação também contou com caminhada de 2km, da Igreja Matriz até o Santuário Paroquial da Mãe Rainha, culminando com a Bênção do Santíssimo Sacramento.

A III Romaria Diocesana do Terço dos Homens está marcada para o dia 1° de dezembro de 2019, na Paróquia Senhora Sant’Ana em Santana do Cariri, terra da Menina Benigna Cardoso, martirizada ao defender a castidade. O assessor eclesiástico do Movimento Apostólico Schoenstatt, Padre José Ricardo, comentou a simbologia:

– Com muita devoção nós vamos nos encontrar também para refletir sobre essa fé da Menina Benigna, que, mesmo tão jovem, foi capaz de oferecer a própria vida para defender aquilo que é da doutrina cristã, a castidade.

Os homens querem rezar

No imaginário popular, ainda se cultiva a ideia de que os homens não rezam. José Carlos Luiz, da Paróquia São José do Limoeiro, em Juazeiro do Norte, discorda. Há três anos, ele descobriu o Movimento do Terço dos Homens e, desde então, tem experimentando mudanças profundas, entre elas a abstinência de bebidas alcoólicas: “Eu deixei de andar onde eu andava, com negócio de bebida, para seguir o caminho de Jesus”.

Cícero Lucinaldo Martins  participa há dois anos, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Crato, e diz que, graças ao Terço, já consegue acompanhar a esposa e os filhos nas missas dominicais. O mesmo aconteceu com João Paulo de Barros, da Paróquia São José, em Missão Velha, dez anos atrás: “Depois eu fui ensinando meus filhos a participarem, a gente foi se engajando e conhecendo, cada vez mais, o Santo Terço”.

No Brasil, a origem deste costume, de homens se reunirem para rezar o Terço, nasceu em março de 2007, entre adeptos do Movimento “Maria Três Vezes Admirável de Shoenstatt”, também conhecido como “Mãe Rainha”, presentes, sobretudo, no Norte e no Nordeste, com o objetivo de ser um instrumento eficaz para a nova evangelização.

Por: Patrícia Mirelly/Assessoria de Comunicação com fotos de Mychelle Santos/Colaboradora 

 

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