Simpósio debate quatro formas de viver a fé na Igreja

A Igreja, no mundo, possui 1, 3 bilhão de batizados*. E cada um tem sua particularidade. Uns vão à Missa diariamente e outros vão aos domingos. Uns participam em silêncio, respondendo apenas às alocações da liturgia, enquanto outros participam com palmas e outros gestos. É sobre essa pluralidade na vivência da fé que trata o I Simpósio Universitário, promovido no Centro de Expansão Dom Vicente Araújo Matos, em Crato, durante todo este dia (26 de abril). Na condução dos debates estão professores e pesquisadores.

Organizado pela Pastoral Universitária, que está lançando suas primeiras sementes no chão da Diocese de Crato, o evento lança luzes à Igreja hierárquica, à religiosidade popular, à pentecostal-carismática e à teologia da libertação. A ideia é congregar, principalmente, os estudantes universitários da Região do Cariri, a fim de promover uma experiência cristã a partir do meio acadêmico científico.

“Ao nosso julgamento, essa tem sido ‘a temática’. Uma Igreja em saída precisa estar inteira, precisa estar unida. Para os universitários, abre um leque de possibilidades eclesiais, mostrando que o cristianismo é a única religião que dá razões para a sua fé, que dá significado”, considera o diácono Tiago Landim, coordenador da Pastoral.

Relevância do debate

O bispo Dom Gilberto Pastana, presente na abertura do Simpósio, recorda que “vivemos um tempo de polarização, de discursos de ódio”, por isso é importante “juntar as forças plurais para viver a mesma fé, buscando esse diálogo que constrói, que edifica, que diviniza e que defende a vida”. De acordo com o pastor diocesano, ” a pluralidade deve nos levar para a unidade”.

A este respeito, Padre Rocildo Alves, chanceler da Cúria Diocesana e professor universitário, explica que “é fundamental abrir uma linha” para discutir as várias formas de viver a fé, sobretudo, no ambiente acadêmico, pois “nós temos uma tendência a ficar nas nossas convicções e agarrar algumas ideias como únicas e fundamentais”, o que pode gerar fundamentalismos, isto é, atitudes extremamente limitadas ou fechadas numa direção que tem muitas certezas e valores, mas não pode ser única. “A Igreja tem uma pluralidade de experiências e tem dois mil anos de caminhada na história, com altos e baixos, com mudanças, com renovações. As linhas que foram escolhidas aqui não são linhas exclusivas, mas são momentos complementares”, afirma. Para o sacerdote, essa é uma oportunidade de discussão rica, na qual, cada pessoa pode se identificar com certo modelo, mas, ao mesmo tempo, “pode ter uma compreensão melhor para conviver com o diverso e acolher o que é objetivo: a riqueza do Evangelho”.

Os estudantes Glauco Mendes e Maria dos Remédios concordam, assinalando que debates como esse “facilitam a compreensão das formas como cada um vive a sua fé”, e ajudam a segui-la, principalmente dentro da universidade.

________

*Fonte: O Mensageiro de Santo Antônio, março de 2018.

Texto: Patrícia Mirelly/Assessoria de Comunicação

Fotos: Mychelle Santos/Estagiária

 

Adicionar Comentário

Clique aqui para postar seu comentário

Redes Sociais

Assine a nossa newsletter

Junte-se à nossa lista de correspondência para receber as últimas notícias e atualizações de nossa equipe.

You have Successfully Subscribed!