Representantes de Institutos Religiosos da Diocese de Crato se reúnem com o Cardeal Dom João Braz de Aviz

No último dia de visita a Diocese de Crato, 3 de setembro, o Cardeal Dom João Braz de Aviz, se reuniu às 9h, na Abadia N. Sr.ª da Vitória, em Juazeiro do Norte- CE, com o Bispo Diocesano Dom Fernando Panico e dezenas de representantes dos Institutos Religiosos presentes na Diocese, para tratar de assuntos relacionados a caminhada da vida consagrada nessa região e no mundo.

Na oportunidade o Cardeal partilhou sua experiência à frente da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano, falando do compromisso exigido para se assumir a missão de religioso e religiosa na atualidade. Uma das maiores preocupações apresentada por ele, é a crise de escassez vocacional no âmbito religioso presente a Europa, onde conventos estão sendo fechados por falta de vocação. Outro dado preocupante levantado pelo Cardeal é a dificuldade dos novos institutos religiosos não possuírem permanência na fixação do carisma, sendo uma porcentagem de 30 % aqueles que não conseguem caminhar, “às vezes devido à própria imaturidade de seus fundadores”, falou o Cardeal.

A situação na vida consagrada exige, portanto, um comprometimento de vida e de anúncio àquele que realmente se deve mostrar, Jesus Cristo, propondo um ideal de vida onde se possa ser feliz, na doação e amor. “Não construir uma igreja de casca, onde se fala uma coisa e vive outra, mas sim uma igreja de verdade em tudo”, disse o Cardeal.

Ir. Annette Dumoulin, da Congregação de Nossa Senhora, da Ordem das Cônegas de Santo Agostinho, entregando ao Cardeal Dom João Braz de Aviz, encomenda sobre o Pe. Cícero Romão Batista para ser entregue ao Papa Francisco. (Foto: Patrícia Silva)
Ir. Annette Dumoulin, da Congregação de Nossa Senhora da Ordem das Cônegas de Santo Agostinho, entregando ao Cardeal Dom João Braz de Aviz, encomenda sobre o Pe. Cícero Romão Batista para ser entregue ao Papa Francisco. (Foto: Patrícia Silva)

Os (as) representantes puderam fazer perguntas e expressarem seus posicionamentos diante de algumas realidades presentes na Diocese, como a Ir. Annette Dumoulin, da Congregação de Nossa Senhora, da Ordem das Cônegas de Santo Agostinho, que questionou o por quê da Santa Sé ainda não ter reabilitado o Pe. Cícero Romão Batista, que atrai milhares de romeiros a Juazeiro do Norte em uma devoção popular que movimenta e fortalece a fé deste povo e na oportunidade a irmã entregou um material, sobre o Pe. Cícero, para que o Cardeal entregue ao Papa Francisco. Dom João explicou que a unidade na defesa desta causa, por parte de toda Diocese, se faz necessário e que o Santo Papa está olhando com a atenção os casos de santidade que se encontram no Vaticano.

Ainda sobre a vida consagrada Dom João disse que para a vivência nesta vocação se faz necessário um constante trabalho ligado com três objetivos: olhar para o passado com gratidão, olhar para o futuro com esperança e viver o presente com paixão. “A igreja não pode ficar sem os consagrados. Vocês não podem ter medo, deixemos nossas inseguranças de lado e fixemos o nosso olhar naquele que disse que vai estar conosco em todos os tempos, Jesus. Se deixem envolver pela paixão primeira, lembrem- se do dia em que Deus as (os) chamou e escolheu. Deixem se tornarem verdadeiros seguidores (as) de Jesus, vivendo a palavra de Deus, discípulos juntos com outros discípulos. Não podemos olhar só para o nosso umbigo, temos que andar em comunhão também com as outras congregações, pois somos uma só igreja, membros de um corpo cuja cabeça é Cristo”, afirmou.

Sobre a realidade atual o Cardeal disse que na vida do religioso (a) se faz necessário ouvir a cultura de hoje para conhecer o homem e a mulher da modernidade, abrindo as portas da igreja não para que o povo entre, mas para que eles saiam e possam ir de encontro com o povo. Tendo a convivência como um dos fatores problema dentro da congregação, o Cardeal instigou a todos a viver a correção fraterna, lembrando que para se corrigir um irmão o consagrado tem que estar disposto a dar a vida por ele.

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Dom Fernando Panico e o Cardeal Dom João Braz de Aviz. (Foto: Patrícia Silva)
Dom Fernando Panico e o Cardeal Dom João Braz de Aviz. (Foto: Patrícia Silva)

Na reunião ainda foi falado sobre o ano da vida consagrada declarado pelo Papa Francisco, que será vivenciado em 2015, com publicações de documentos que ajudem os religiosos e as religiosas a se fortalecerem na vocação.

Para a Irmã Auzenira dos Santos, Congregação das Irmãs Medianeiras da Paz, presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) na Diocese de Crato, a visita do cardeal no centenário da Diocese foi muito importante porque anima a fé de todo o povo romeiro e missionário. “É um crescimento, valorização, graça de Deus para nós enquanto religiosos e religiosas termos este momento com a presença do representante do Papa. Tão importante que depois deste encontro nós vamos elaborar um documento relatando esta experiência, para ficar arquivado em nossa Diocese e também encaminhado ao Vaticano para Congregação dos Institutos de Vida Religiosa, a qual o Cardeal Dom João conduz tão bem. Nos sentimos realizadas e fortificadas com esta reunião”, afirmou.

A atividade concluiu a agenda do Cardeal Dom João Aviz na Diocese de Crato e no Brasil. A tarde ele retornou para o Vaticano retomando suas atividades, junto ao Papa Francisco.

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