Paróquia São Francisco das Chagas, em Juazeiro do Norte, tem novo pároco

Neste domingo (3), a Paróquia São Francisco das Chagas, em Juazeiro do Norte, um dos centros de peregrinações dos romeiros, celebrou a posse oficial do novo pároco, Frei João Batista da Silva. Ele sucede ao Frei Raimundo Barbosa, que permanece na paróquia, mas como vigário.

Com 57 anos, Frei João Batista é natural de Santana do Acaraú, Ceará. Seus primeiros passos na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (OFMcap), no entanto, foram dados em Juazeiro. Depois seguiu para Teresina, no Piauí, onde cursou Filosofia. Retornou ao Ceará, para continuar a formação, agora em Teologia, sendo ordenado em Fortaleza há 22 anos. De volta ao Piauí, exerceu parte de seu ministério até 2016, sendo transferido para Jaguaretama, na Diocese de Limoeiro do Norte, no Ceará, onde permaneceu durante um ano. De lá, foi nomeado para Juazeiro.

“Eu aceitei esse convite [para ser pároco] com muita disponibilidade e amor, até porque, eu já conhecia o Juazeiro. A expectativa, então, é de fazermos um boa caminhada e somar com o clero da Diocese de Crato”, disse o novo pároco, Frei Batista, que permanece na função pelos próximos seis anos.

A Santa Missa que o apresentou, oficialmente, à nova comunidade paroquial foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Gilberto Pastana, ao fim da tarde. A assembleia, repleta de fiéis, acolheu o novo pároco com alegria, ao mesmo tempo em que elevou a Deus preces de ações de graças pelos anos de dedicação e trabalho do Frei Barbosa.

Durante a homilia, o bispo recordou as funções do novo pároco, de edificar a paróquia. E ao povo, pediu que ajude nessa edificação, engajando-se nas atividades pastorais e também rezando por seu pároco.

Dom Gilberto – ao centro – ladeado pelo novo pároco, Frei Batista – à esquerda – e Frei Barbosa – à direita – e os demais frades e diácono cooperadores da paróquia. Fotos: Patrícia Mirelly

Frutos deixados pelo pároco anterior

Foi em meados de 1997 que o Frei Raimundo Barbosa, ou Frei Barbosa, como é conhecido, passou a conduzir a Paróquia São Francisco das Chagas, na função de pároco. E duas características marcam os seus quase 22 anos de pastoreio: o olhar atencioso às romarias e o investimento na formação dos leigos. Quando chegou, só havia duas comunidades: Imaculada Conceição e a Santa Luzia. Ajudou, então, a edificar mais cinco: Santa Clara, Santa Cecília, Divina Misericórdia, Sagrada Família e a Rainha da Paz. Criou a Pastoral Familiar, a Pastoral do Dízimo e a estruturação do Encontro de Casais com Cristo (ECC) e dos Ministros Extraordinários da Sagrada Eucaristia (MECE). Além disso, sempre esteve muito presente nas visitas aos aos enfermos, nos hospitais e nas confissões. Também movimentou as pastorais e os movimentos, para que auxiliassem nas romarias, criou o Conselho Pastoral Paroquial e incentivou as comunidades a fazerem o mesmo.

Após 22 anos de pastoreio, Frei Barbosa disse estar “muito feliz e realizado”. Foto: Patrícia Mirelly

“Eu estou feliz, porque me sinto realizado, sobretudo pela dedicação que eu tive para com as romarias e povo romeiro. E este era o grande desejo da província: que tivéssemos um olhar diferenciado para as romarias. Só para ter uma ideia, teve um ano que eu coloquei cinquenta frades aqui, para ajudar nas confissões. Ao meu sucessor, uso a mesma frase de João Batista, quando perguntaram se ele era o messias: ‘quem sou eu? eu vou diminuir para que ele [Jesus] cresça. Mas eu vou procurar ajudá-lo [ao novo pároco], a medida do possível, nos trabalhos pastorais”, considerou.

 

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