Paróquia de Campos Sales: 75 anos sendo sal da terra e luz do mundo

Este ano, as festividades alusivas a Nossa Senhora da Penha, padroeira de Campos Sales, coroa o ano jubilar: 75 anos da Igreja Viva edificada nessa região do Cariri.

Para bem celebrar a data, a coordenação paroquial, tendo à frente o pároco, Padre Wilton Leites, e os demais padres Servos do Sagrado Coração de Jesus, iluminados pelo tema do Ano Nacional do Laicato, escolheram por tema: “Sal da terra e Luz do mundo”.

As celebrações foram, então, iniciadas no último dia 22. Além da novena preparatória e da Santa Missa, a comunidade também quis realizar “gestos concretos”: de promoção à saúde (atendimento médico, nutricional, psicológico) à visita aos doentes, batizados e casamentos comunitários, motivo de grande alegria e satisfação para os fiéis. “A gente, realmente, está fazendo esse esforço de ser ‘sal da terra e luz do mundo’ para todos. E o povo começa a ter uma lição maior sobre o que é liturgia, missionariedade, vivência prática do Evangelho”, disse Cristiane Alencar.

Vivas ao pastor diocesano

Com fervor e alegria filial, na noite desta quinta-feira (30), penúltimo dia da novena, os paroquianos de Campos Sales acolheram o bispo diocesano Dom Gilberto Pastana, que presidiu a Eucaristia para uma assembleia lotada. Concelebraram o pároco local, Padre Wilton Leite, e os vigários paroquiais, Padre José Adauto, Padre Cícero José e Padre Moisés.

Na homilia, Dom Pastana refletiu com os fiéis três “elementos da vida cristã fundamentais para uma vida paroquial”: Sentimento de pertença, comunhão e missionariedade. O primeiro, trata do despertar da consciência para a noção de pertencimento. “Nós pertencemos à Igreja e à comunidade, por isso devemos conhecer aqueles que também pertencem a ela. Aqui devemos nos sentir membros do povo de Deus, sob os cuidados de Maria, tão boa Mãe, aqui venerada como Nossa Senhora da Penha”. Já o segundo, tem a ver com a “unidade”, que só vem “através da comunhão”. Para tanto – pontuou o bispo – devemos vencer aquilo que mais a atrapalha: o individualismo. O terceiro e último ponto, diz respeito a ideia de que “a paróquia existe para estar presente no mundo”.

Olhar o passando para projetar o futuro

Era por volta de 1564 quando a devoção cruzou oceanos e chegou ao Brasil, trazida por colonizadores portugueses. A primeira capela dedicada a Mãe de Deus, invocada sob o título de “Penha”, fora construída em Vila Velha, na antiga Capitania do Espírito Santo. A construção foi levada à frente por Frei Pedro Palácios, espanhol cheio de fé e devoto da Virgem. Depois, fora erguida a Igreja da Penha do Irajá (1635). Hoje, o local é conhecido como “Convento da Penha”, dos Franciscanos. Em Campos Sales, a devoção firmou-se em 1944, quando da elevação da Igreja Matriz, por decreto do segundo bispo diocesano de Crato, Dom Francisco Assis Pires.

“Que paróquia legaremos para os nossos jovens, para nossas crianças? Que tipo de sal, que tipo de luz estamos deixando? Olhar o passado nos ajuda a atualizar o futuro. Crescer no exemplo, na caridade estar sempre atendo, sempre à disposição”. A partir dessas motivações, deixadas por Dom Pastana na homilia, o pároco, Padre Wilton, agradeceu a presença do pastor de Crato, dizendo que é sempre motivo de grande alegria recebê-lo. E desejou aos paroquianos que, a cada festa, cresça a devoção e alegria em celebrar a memória de Nossa Senhora da Penha, em comunhão com a cidade e a Diocese de Crato, das quais ela também é padroeira.

Por Patrícia Mirelly/ Assessoria de Comunicação
 

 

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