Padroeiro

Nossa Senhora da Penha

N_Senhora_Penha_Crato

Por volta de 1741, surgem os primeiros registros de um aldeamento dos índios Cariús, pertencentes ao grupo silvícola Cariri. Era a Missão do Miranda, fundada por Frei Carlos Maria de Ferrara, religioso franciscano, nascido na Itália. Este missionário ergueu e dedicou um humilde templo – feito de taipa e coberto de palha – primeiramente a Nossa Senhora da Penha e, em segundo plano, a São Fidelis de Sigmaringa.

Em janeiro de 1745, conforme pesquisa do historiador Antônio Bezerra, foi colocada – numa das paredes da capelinha de Nossa Senhora da Penha – uma pedra com uma inscrição. Tratava-se do registro da consagração e dedicação do pequeno e humilde templo, embrião da atual catedral de Crato. A inscrição foi feita por frei Carlos Maria de Ferrara, e nela constava que a capelinha fora consagrada a Deus Uno e Trino e, de modo especial, a Nossa Senhora da Penha e a São Fidelis de Sigmaringa, este último oficializado co-padroeiro de Crato, em 2014. Abaixo, o texto constante da inscrição rupestre, infelizmente desaparecida:

Uni Deo et Trino
Deiparae Virgini
Vulgo – a Penha
S Fideli mission.º S.P.N. Fran, ci Capuccinor.m
Protomartyri de Propaganda Fide
Sacellum hoc
Zelo, humilitate labore
D. D.
Sup. Ejusdem Sancti.i Consocy F.F.
Kalendis January
Anno Salutis MDCCXLV.

Com a criação da Diocese de Crato, em 1914, seu primeiro bispo – Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva – oficializou Nossa Senhora da Penha de França, então padroeira da cidade-sede da nova Igreja-Particular, como Rainha e Patrona da nova Diocese de Crato, a segunda a ser criada no Estado do Ceará.